Banda: WOSLOM

Categoria: Thrash Metal

Ano: 2013

Com o reconhecimento mundial, a Woslom já conquistou seu espaço e a prova disso é ter conseguido lançar dois full lengths em um momento em que o mercado fonográfico passa por período de queda, segundo pesquisas, mas acreditamos que esse índice não se aplica aos metalheads, pois essa tribo sempre se manteve consumindo o que alimento a sua vontade, e o mais incrível é que a Woslom conseguiu cativar o público Thrash Metal brasileiro. Outra prova disso é a tour que a banda fez em 2013, em divulgação de seu material Evolustruction, material este que a banda arregaçou as mangas e fez seu próprio lançamento.

Com o encarte muito bem ilustrado por João Duarte, onde consta os integrantes com um lado do rosto íntegro e o outro lado devastado, toda a arte do álbum mostra duas visões.

O material vai na linha do Thrash Metal temperado com pitadas de Heavy. Certo que não é um tipo de comida, mas foi uma receita que deu certo, como também deu certo para bandas tipo Testament e Megadeth. Isso mesmo, a linha é praticamente esta. Mas prestem atenção: falamos "praticamente", pois a banda tem lá suas originalidades.

Vamos aos detalhes de algumas músicas. Beleza que a banda escolheu a faixa de abertura, "Evolustruction", para dar nome ao álbum, mas ela não é a mais cotada para se tornar um hino, de acordo com nosso gosto. Já a seguinte, "Haunted By the East", é a arma mais adequada para correr atrás da próxima vítima. Também temos "River of Souls", que ataca bem o lado instrumental e ainda mais cadenciado, tal como a faixa anterior, que tem um riff intro bem extenso. "No Last Chance" também faz qualquer metalhead bater cabeça. Nesta faixa, Silvano Aguilera, que assume muito bem duas funções,  canta de forma maravilhosa em cima da melodia, com colocação lírica perfeita, e detona em sua guitarra. Muitas das músicas da Woslom são cantadas de forma bastante nítidas e isso além de facilitar o entendimento e acompanhamento, pra quem está com o encarte em mãos, faz o apreciador decorar algumas partes das músicas. A última música autoral desse álbum fecha com chave de ouro e antes de falar dela vou justificar o porquê de afirmar tal coisa: parece que toda banda de thrash metal precisa de uma música que tenha dedilhado. Parece uma besteira, mas quando isso acontece e é justamente no final do álbum, dá um clima vintage na música. Bem, e a música que recebe tudo isso é “Purgatory”. Se não bastasse ter tudo isso, ela vem recheada de cadências, nada de baterias core. As palhetadas impostas por Rafael Iak e as dueladas com Silvano, soam muito bem aos ouvidos.

O álbum se encerra de fato com um cover do Mad Dragzter, com a música “Breakdown”. Como toda boa banda a Woslom faz uma versão da música, dando uma nova nuance a forma original da Mad Dragzter, por isso a Woslom fez questão que ouvíssemos seu tributo a essa banda que também enriqueceu a cena Metal brasileira.

(por Hugo Veikon)

                                               << Voltar ao Site