Bandas: WILD CHILD

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2015

Os curitibanos da WILD CHILD trouxeram mais um álbum para integrar os lançamentos no Brasil em 2015. Sucedendo o primeiro álbum, Inside My Mind, a banda recentemente lançou o full denominado ‘Seven’, disco que trouxe a progressividade com passagens mais rápidas e outras mais lentas, digamos, até calmas.

Formada em 2006, o Wild Child é composta Erik Fillies no comando dos vocais, Felipe Souza na bateria, Marcelo Gelbcke na guitarra e Thiago Forbeci no baixo. ‘Seven’ é um álbum distribuído pela Voice Music e lançado pela MS Metal Records, que vem sempre apostando de maneira certeira nos seus lançamentos. A produção ficou a cargo da própria banda, com exceção apenas de Erik Fillies. 

No álbum as letras mostram algo reflexivo na passagem da vida de uma pessoa. Seriam sete passagens da vida (já que o disco traz sete faixas), o fato que levou a banda escolher o título ‘Seven’? Bom isto só a banda pode dizer...

Abrindo com “Never Let Yourself Down”, que veio junto com a introdução do álbum feita com sons de pássaros e barulho de água, evidenciando o que você vê no encarte,  que vem com a ilustração destes elementos. Na parte instrumental os pesos iniciais logo são substituídos por instrumental e vocal mais melódicos, onde a variação rítmica é composta em toda música. “Myself In Pieces” com mais overdrive na guitarra, soando mais rápida e pesada, com os encaixes bem colocados dos duplos de Marcelo Gelbcke. Esta é, sem dúvidas, uma das melhores do disco pra mim, principalmente nas partes do refrão, mas apesar de considerar uma faixa fantástica considero como também uma música de ponto baixo no Cd devido ao uso de ‘sample’, que pode não agradar a todos, pois ficou algo que eletrônico, mas nada que atrapalhe a qualidade do trabalho. Com uma perspectivava mais técnica e variando bastante, “All I Want, All I Need” traz ainda os ‘samples’ só que desta vez, digamos, que bem mais encaixados, dando destaque para as linhas de baixo de Thiago Forbeci. Seguindo com “Find Your Way” e “The Circle Of Hate” você nota como a banda é sempre coesa nas variâncias, onde nas canções demonstram um som violento e muda pra uma leveza fantástica. Agora o que seria uma banda de metal progressivo sem uma faixa gigante? Bom, o Wild Child nos brindou com “Church Bells”, que é executada durante 15 minutos e é dividida em três partes: “I - Reflections”, “II - In The Heat OF The Night (instrumental)” e “III - The Endless Cycle”, onde foram juntados todos os elementos da banda (melódicos e agressivos), cuspindo técnicas de todas as formas. O baixo e os solos ganham mais uma vez destaque, apesar de ser uma faixa comprida. Mas na execução, você não vai se cansar. “Don't Turn Off The Lights” fecha o disco de forma sentimental e aquela introdução do disco se repete de forma como se estivesse fechando uma porta para se proteger de uma tempestade.

No geral, posso afirmar que ‘Seven’, em meio ao cenário pesado e com o excesso de bandas e álbuns mais extremos, é mais um trabalho que se destaca por todos os ‘fellings’ e técnicas executadas em todas as músicas. Um grande álbum que será citado por muitos nas listas de melhores de 2015 e assim o Wild Child continuará sua carreira e nos presenteando com mais outros fantásticos álbuns...

(por Ismael Guidson)

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