Banda: VETOR

Categoria: Thrash / Heavy Metal

Ano: 2015

Com um som fortemente pesado e ao mesmo tempo melodioso a banda VETOR nos apresentou o álbum “Chaos Before the End”, que vai agradar aqueles que curtem a linha Thrash Power. Até arriscaria citar a banda Nevermore como referência. Evidentemente que eles têm sua identidade, muito embora o vocalista Eduardo Júnior faça essa linha vocal de Warrel Dane, ele ainda tem momentos mais guturais, que dão mais peso e a sujeira necessária à musicalidade da VETOR.

Quando a música “Religious Falsehood” começa de fato, após uma intro, você já identifica tal inspiração supracitada. E a música de abertura já mantém sua atenção para ouvir as demais faixas, pois além do vocal eles têm um ótimo trabalho de guitarra e bateria. O baixo não ganha muita evidência todo momento, mas quando aparece é marcante, como é o caso das faixas “New Limits Within Procreation” e “Chaos Before the End”.

O material é recheado de participações especiais, até mesmo nas partes de composições tanto na música, quanto na letra e isso é destacado no encarte resultando num trabalho muito bem elaborado. Já na faixa de abertura há duas participações (Flávio Matheus no piano e Aníbal Pontes na guitarra, ambos do Dark Witch).

As partes de guitarra na música “Strike Comand” soam complexas, enquanto a bateria já ganha várias passagens mais velozes. Já a faixa título, “Chaos Before the End”, tem menos velocidade que as demais e isso faz ela ter mais destaque vocálico. Há também uma faixa com mais groove, que é  “My Torment”. “New Limits Within Procreation” é outra que ganha participações de backing vocals de Bil Martins (da banda Dark Witch) , que também enriquece outra faixa, bem como Luiz Carlos Louzada (Vulcano e várias outras), que também dá esse ‘up’ com sua presença.

O trabalho feito por parte da bateria na música que dá nome a banda, “Vetor”, mostra criatividade e competência, pois na mesma melodia o baterista Afonso Palmieri faz ótimas variações.

Eu particularmente gostei não só das composições deste álbum, como da mixagem, peso, arte e vários outros pontos, não foi à toa que votei como um dos melhores lançamentos do ano passado (2015). Você, que gosta de Thrash Power, vai se instigar com o som da Vetor.

(por Hugo Veikon)

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