Bandas: THE GOTHS

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2016

Os paulistas do The Goths já estão na ativa desde 2004, mas só agora em 2016 lançaram este primeiro trabalho, intitulado "The Death". Logo nos primeiros acordes já se nota fortes influências do Megadeth no álbum "So Far, So Good, So What?", ou seja, guitarras bem palhetadas e estrutura não tão veloz. Quando Felipe Disselli começa a cantar você já sente que o cara também bebe fortes influências de James Hetfield do Metallica, tal similar é seu timbre ao do americano.

O cd inicia com a faixa-título, que tem mais peso que velocidade. Porém, um ponto alto dela é o solo, onde Felipe duela com Bruno Gusman (que, assim como o baixista Fabio Ferrucio, não está mais na banda). A faixa seguinte, "Killing your Fate" já tem um riff mais forte e um andamento menos burocrático. Posso dizer que ela é um dos destaques do cd.

Na sequência os caras visivelmente embarcaram naquela fórmula antiga de gravar músicas menos pesadas para tocar em rádios, então "Kingdom of Sorrow" os caras tiram o pé do acelerador (que nas faixas anteriores já não é tão usado) e em "Waiting for Changes" eles puxam o freio de mão. Se você não estiver muito atento dirá que esta faixa é uma continuação de "Fade to Black" do Metallica.

O peso volta em "Me... MY Own Enemy", com riffs bem sacados e com a bateria de Lucas Disselli até arriscando um pouco mais e incorporando uns pedais duplos bem legais. A faixa seguinte, "Strange Way of Living" inicia como balada, entra peso e fica nessa mesclagem até o final, mas é uma faixa até legal, principalmente no refrão.

Na parte final do cd, os caros mantêm a fórmula mais burocrática e não arriscam tanto nas composições. Apenas em "Nightmares in Your Head" os caras incluem um interlúdio com um riff de baixo mais destacado, enquanto a derradeira, "Too Late" também não apresenta nada de novo ou empolgante ao restante do material, apenas uma interação instrumental do meio para o fim que destaca baixo e guitarras.

No geral posso dizer que o The Goths tem bons músicos, produções sonora e gráfica muito boas, mas, no geral, o som dos caras é muito travado e em poucos momentos empolga.

Cheers!!!

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(por Léo Quipapá)

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