Banda: THE BRAINWASH MACHINE

Categoria: Heavy / Progressivo

Ano: 2014

O Arena Metal surgiu com a ideia de divulgar e apresentar bandas do cenário nacional brasileiro, porém às vezes abrimos espaço para mostrar o que está sendo produzido no mundo por bandas maiores e também por, digamos, bandas mais undergrounds. Deste modo vos apresentamos a colobiana THE BRAINWASH MACHINE, que através da MS Metal Records e Rising Records lançou seu segundo álbum no Brasil com distribuição da Voice Music. “A Moment of Clarity” não se prende a um gênero específico, pois trás uma variação surpreendente no heavy metal, somando de certa forma o gênero sem se prender a estereótipos. 

Antes de começar a ouvir “A Moment of Clarity”, eu quis conferir o disco anterior, lançado em 2011 e intitulado “Modern Day Sysiphus”. Entendi que a banda manteve-se bem criativa nas produções, porém no segundo álbum a progressividade digamos que foi mais lapidada e houve uma exploração maior, principalmente nos teclados e o vocal, digamos, com efeitos. Manter peso com breaks e melodia a banda sabe fazer tranquilamente. Por ser uma banda progressiva e com músicos que executam muito bem o que fazem, The Brainwash Machine não satura nas exibições de cada músico, dando cada momento certo para seus membros apresentarem o que sabem, nem nas faixas instrumentais “Ex- I” e “Dennis” não ocorreu saturação, e a banda conseguiu deixar tudo bastante equilibrado.

Aquele ditado de que não se pode julgar um livro pela capa, encaixamos nos discos, pois se você vir numa prateleira, acho que você ficará curioso do que se trata, uma vez que na capa não possui se quer o nome da banda, sendo feito também na capa do debut. Se isso será uma marca da banda, veremos nos próprios capítulos (ou melhor, digo, álbuns).

A dupla de guitarrista trouxe belíssimos solos serenos e criativos como também riffs com passagens bem energéticos, e os teclados sempre bem encaixados em todas as músicas com destaque para os solos e sem deixar passar o vocal de Andrés Ramírez que muitas vezes traz influências de Tony Kakko (Sonata Arctica).

O disco em si já é um destaque, porém as músicas que chamaram atenção por mais me envolver com esta banda e mostrando um pouco de todo disco, foram “The Brainwash Machine”, que abre o disco com o teclado dando sequência com todos os músicos e ficando veloz e pesada com breaks iniciais, deixando uma variação mais calma e os riffs continuando mais pesados. “I Live Fear” também se destaca pelo fato do baixo de Manuel Henao e a bateria de Daniel Traina dar uma progressividade maior a música, com ótimos encaixes bem fragmentados. “Spellbound” é considerada a balada e que pra mim trouxe a influência já citada no vocal em uma canção bem elegante. As também já citadas faixas instrumentais (“Ex- I” e “Dennis” ) mostram a singularidade do sexteto, enquanto a faixa “Heal” que é calma e trouxe uma quebrada onde é executado algo de músicas dos anos 50, com exploração no piano bem dançante, onde se junta com as guitarras trazendo para música uma pegada mais atual e de peso.

Sem dúvida que este disco merece destaque e se nós que fazemos reviews para o Arena Metal trabalhássemos com nota com certeza receberia nota 10/10.

(por Ismael Guidson)

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