Banda: TELLUS TERROR

Categoria: Death/Black Metal

Ano: 2014

Já usei a seguinte frase para outra banda, mas não posso fazer nada se isso é a mais pura verdade: Gosto quando as bandas começam de forma bastante profissional.

E assim começou a TELLUS TERROR. Eles já chegaram com um Full extraordinariamente bem produzido, lançado em 2014 (apesar de fundada em 2012). Composições boas que fazem você se sentir como num show, pois o que se ouve não é nada surreal, mas dá uma instiga invocada.

O álbum intitulado por “Ez Life DV8” contém 10 faixas de misturas de Death / Black, sem falar de fortes influências de outras vertentes do metal. A equipe que compôs este material é grande: Felipe Borges (vocal); Alvaro Faria (guitarra); Wederson Félix (guitarra); Arthur Chebec (baixo); Ramon Montenegro (teclado); Rafael Lobato (bateria).

As músicas que mais me chamaram atenção foram “Standust”, “3rd Rock from the Sun”, “ICU in Hell” e “End Time Panorama”, que têm ótimos climas de Black Metal com entradas de teclado, aqueles vocais secos, guitarras cortantes e sinfônicas somadas à bateria acelerada e com trabalhos de acentuações no ‘ride’. Os black metallers mais radicais talvez discordem de minhas observações, mas essas músicas têm os mesmos bons elementos das clássicas bandas do black metal mais contemporâneo.

E o que também temos aqui são outras faixas na linha mais death com groovers de heavy, naquela linha que beira o Carcass (da época do Heartwork). Isso é bom, pois são músicas encorpadas. Não é primeira vez que ouço uma banda que misture tantas vertentes, mas a TELLUS TERROR chama atenção e o que é mais atraente aqui é justamente conseguir fazer uma junção de elementos sem ficar moderno demais. “Brain Technology Pt1 (This is Where it Starts)” chega a beirar o doom metal. Tanto nessa música como em algumas outras há também participação de vocal feminino, assumido por Larissa Frade. Essa música me fez lembrar a também carioca Aracranios.

Quando você for ouvir lembre que este é apenas o primeiro álbum da TELLUS TERROR, porque eles soam tão experientes que você pode, involuntariamente, querer buscar pela discografia dessa banda.

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(por Hugo Veikon)

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