Banda: SYMPHONY DRACONIS

Categoria: Black Metal

Ano: 2013

A banda SYMPHONY DRACONIS, vem do frio do país, do estado do Rio Grande do Sul. Meu primeiro contato com a banda surgiu por conhecer a MS Press e o interesse pela banda não foi à toa pois eles soltam o ar que gosto de respirar: a essência do Black Metal, nas raízes blasfemas.

E foi em 2013 que eles vieram com “Supreme Art of Renunciation”, sucessor de “Inside the Horned Pentagram”. Mas não indico a banda apenas àqueles que cultuam o Black Metal, pois a musicalidade da Symphony Draconis pode realmente agradar  a quem também gosta de vários outros subgêneros do Metal Extremo.

As melodias são muito bem tocadas, daquelas que te fazem ouvir e fixar a atenção em algumas passagens, mas escolher uma única música destaque dentre as nove faixas desta obra é uma tarefa impossível.

Da violenta "Transcending the Ways of Slavery", que ao mesmo tempo soa cadenciada e que já abre o material com riffs marcantes, executadas pela dupla de guitarras blindada por Thiernox e Aym, ainda com a colocação da voz de Nechard (que já atuou na Sky in Flames). Os vocais são trabalhados naquelas linhas mais rasgadas e desesperadamente estridentes. Até a faixa final, " Seeds of Evil", que bebe daquelas linhas de mais antigo, que trabalha com riffs cortantes.

O material é bastante extenso e como referência nem citaria bandas gringas, mas sim uma banda do underground brasileiro, que foi a Aracranios (banda do final da década dos anos 1990). As linhas de guitarras são mais bem elaboradas, mesclando o Black Metal ao Heavy Metal tradicional, ainda que com aquelas passagens cadenciadas, que ora te faz sentir veias viking, porém, como falado anteriormente, os vocais não são melodiosos. Aqui eles são vociferados.

O que me chama a atenção das músicas do SYMPHONY DRACONIS é o fato delas se manterem bem lineares. Todas músicas (no tocante de instrumental) fazem um link com a outra. Algumas faixas ficam na mente, como a já citada "Transcending the Ways of Slavery" além de "Eris Aeon" e "Demoniac by a Divine Power", não por serem apenas as três músicas de abertura, mas sim pelo fato de conciliarem perfeitamente um som extremo com ricas pegadas cadenciadas. Já a dinâmica "Itzpapalotl" exibe ótimos trabalho de pedais e contra tempos, com partes mais soft, com dedilhados e, como sempre, o vocal de Nechard dando um ganho na música. Passagem também quase semelhante em "Seeds of Evil". Seria muito falar sobre cada música separadamente até porque o full-lenght tem aproximadamente 52min de duração.

O material foi gravado no próprio estado da banda, RS, com a produção da banda ao lado de Sebastian Carsin, onde o mesmo mixou e masterizou. A arte da capa restou para Marcelo Vasco.

Se você acompanha o underground nacional, sobretudo a cena Black Metal, a SYMPHONY DRACONIS não pode passar batido em sua audição.

(por Hugo Veikon)

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