O baterista Wagner Campos, antes de seguir turnê na Europa, protagonizou um workshop no Instituto Sandro Moura. Ele teve como músico de apoio seu companheiro de banda, Jean.

 

O espaço ofereceu toda uma estrutura adequada para realização do workshop: O baterista tocando de costas para o público, o que facilitou a exibição toda sua técnica. Uma bateria de três tons, surdo suspenso, bumbo duplo (modulado) e seus pratos completaram o set do instrumento.

 

Wagner começou exibindo groovers que utiliza nas músicas da Decomposed God, banda que é integrante. Explicando para todos os presentes que tudo não é simplesmente velocidade, ou espancamento.

   

A necessidade de conhecer a teoria musical do seu instrumento é muito importante, pois ele mesmo disse que teve dificuldades após algum tempo de exploração da bateria, assim procurando um profissional e daí por diante se especializando de forma autodidata.

 

Um exercício básico que o músico passou, foi marcação de bumbo (single), acompanhado de coordenação (mão e pé) – Colcheia – Sestina, entre outros.

 

Uma pausa para perguntas e várias questões muito interessantes foram aparecendo. Algumas pessoas tiveram a chance de conhecer mais sobre os Triggers, Wagner comentou que isso não faz todo o serviço, mas ajuda no desempenho de um músico. Cada um precisa pegar resistência, treinar com e sem os Triggers.

 

Mais uma demonstração no seu kit, para Wagner voltar a falar, dessa vez sobre um quesito no qual ele mais se aprofundou: Rudimentos. Falou muito sobre o Single Stroke, explicando numa lousa o exercício de uma nota em cada mão (D-E-D-E) – toque simples, mas que leva um músico à qualidade de precisão.

 

No decorrer do workshop foram surgindo mais questões.

 

Outro exercício bastante abordado foi o Duble Stroke (papa-mama), o baterista Wagner Campos exibiu as variações que esse exercício pode alcançar, em diversas ocasiões e peças. Mas frisou que a limpeza (nitidez) é muito importante, não executar essa técnica de forma quadrada também foi algo que ele comentou.

 

“Todos os exercícios são chatos”, disse o músico, mas precisam ser feitos com dedicação e disciplina para poder chegar a um conhecimento e precisão, exercícios do tipo Papa – mama e o paradido - “básicos”, mas precisos.

 

Sem dúvida foi uma grande aula de conhecimento, tanto para músicos como também para admiradores do músico, como eu.

 

Texto e Fotos por Hugo Veikon