Unholy Fest II
                                                                                                 
Dia: 22 | Agos | 2009 

Agosto parece ser o mês ideal à curtição de Metal, tanto para ir a shows, quanto para lançamentos e enfim, os ventos parecem favorecer, foi assim que quem compareceu, ao menos na frente – como de costume – pode conferir, que a noite não estava de chuva, mas sim de fortes ventos.

Outro costume, também para organização de eventos, é não começar pontualmente, mas isso todos os freqüentadores também já estão acostumados.

O Unholy Metal Fest II foi descabaçado com a Headslaughter (do município de paulista), esta com um forte Gore, composta por três insanos no palco, pois seu baixista não pode comparece. A velocidade do baterista Douglas era ensurdecedora, seu caixa de bateria que apitava a cada speed que ele destruía, nas 6 cordas, o único guitarrista sujou bem as faixas próprias da Headslaughter, com poucos intervalos de uma música para outra a banda parecia querer instigar a cada momento. A loucura era aparente no rosto, as atitudes do vocal da Headslaughter e quando o sujeito bateu no peito, o cover consagrou a banda – Napalm Death – obviamente abriu-se uma roda aos instigados.

Worms foi a seguinte da noite, essa banda, de Olinda, teve uma evolução bastante notável em relação a sua última aparição por esses palcos na capital pernambucana. Uma coesão de som sujo como o próprio nome da banda soa, um gore / grind, com nuanças Death, apesar da decaída de equalização sonora, pois quase não se ouvia o baixo. Eles mantiveram uma postura de quem estavam bem ensaiados, fortes palhetadas apesar de repetitivas. O ponto negativo seria o intervalo muito longo entre uma música e outra a ser executada e até agora me pergunto: por que a menção da palavra “Ronaldo” no palco? O sentido saiu do contexto.

Quando sobe ao palco o vocalista Leo (que parece ser um dos últimos a integrar na banda), foi comentado abaixo do palco: “A desgraça estar feita”. Era a Antropofagia, de Paulista. Eles dizem ter influência de slayer, isso não quer dizer que soem como tal, porque não tem nada a ver.  Os caras tocam um Crust / Grind Pesado de qualidade.

A banda tem um entrosamento excelente, a qualidade sonora da aparelhagem da casa não ajudava, porém também não prejudicou a banda em momento algum, um som travado, com speed do baterista Augusto e Léo, esses dois já têm um entrosamento das antigas. A galera em baixo ficou mais a apreciar a presença de palco da banda, que particularmente foi a melhor apresentação da noite. As faixas e frases citadas por Léo – que parecia estar possesso – a frase mais marcante dita por ele foi a: “Viva a Ma**nha!”. A Antropofagia tem mais que aparecer mais na cena, pois uma banda com um potencial desse conquistará, sem dúvida, os bangers de uma forma geral. Banda completa.

 

A atração da noite, para muitos seria a Sodoma (PB), com uma demora enorme, por motivo de passagem de som na hora, que isso não soa profissional, a banda sobe ao palco com uma dificuldade de entrosamento enorme, aparentemente. No palco o vocalista, após 4 música executada, resolve deixar o palco, mas o público pede a volta... e eles voltam, a desculpa seria a aparelhagem que estava prejudicando o desempenho profissional da banda. Cada um tem suas dificuldades, mas após isso, eles deram continuidade ao som já conhecido por alguns bangers pernambucano.

A quinta banda da noite seria a Project 666, que parecia também querer demorar, o baterista aproveitando pra dar seu esquente, mas foi um pouco mais rápido. A banda parece ter tido um progresso, e está seguindo uma linha de som, como eles mesmo dizem, resumido de Metal.

Mas toda banda que quer misturar todas as linhas de Metal soam um tanto quanto moderno - que eu não chamaria de New Metal o que eles  fazem  - Mas a Project 666 está com um perfil bem encorpado, um som bastante coeso, sem falar a dedicatória a um de nossos colaboradores, Valeu! E logo depois cover da Slayer e Assassin.

   


Por volta das 3h30 da madruga entra a Mysticum Noctis de Caruaru, um Black Metal bem elaborado, mas ainda muito novo, com cover de Cradle of Filth, nota-se a influência da banda até mesmo nas camisas que dois dos integrantes usavam (Dimmur Borgir). O público de fim de show não é o suficiente pra instigar a banda nem tão pouco a mim pra resenhar, porque e a demora da Sodoma ajudou e como ajudou essa queda de público.


O que vale ressaltar aqui, foi o visual de alguns dos integrantes de algumas bandas um tanto quanto fashion, outros com camisa de grunge, acho que a galera tem que saber que punk “maloca” e/ou som de Seattle não tem a ver com Metal.

 


Texto por Hugo Veikon    |   Fotos por Eduardo Santos e Hugo Veikon