Texto e foto por Hugo Veikon

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O NORTHEAST BRUTALITY chegou em sua segunda edição, sob a produção de Nefando, que dessa vez trouxe a cearense Krenak, banda que se destacou nos últimos anos como revelação do Death Metal nordestino. As outras bandas que integraram o cast foram as pernambucanas Infectos, Final Creation e a iniciante Great Flesh Mind.

Apesar de iniciante, a GREAT FLESH MIND, que ficou com a responsabilidade de abrir o show, traz em sua formação músicos de outras bandas de estrada. O guitarrista Fabio Farias, que também é vocalista da Destiny Old Die, bem como o baterista Milton (também do mesmo projeto). A GREAT FLESH MIND lançou recentemente um EP que obteve boa aceitação e uma crítica positiva aos que ouviram o material. Pensei até que o público não iria comparecer em massa, por ser a primeira banda, (como de costume do público recifense), mas para grata surpresa havia uma boa quantidade de bangers para conferir. A faixa intro não funcionou, mas a banda estava totalmente preparada e nada atrapalhou. Vieram com “Next Victim” e “Disfigured and Lacerated” (faixa que emprestou nome ao EP). O público agitou bastante e Gilson mostrou-se um ótimo vocalista. Pra finalizar a banda mandou um cover e foi digna de aplausos.

Na sequência, a INFECTOS veio com seu gore fodido do caralho. A banda está bem mais entrosada e pegando o público já quente, tudo isso facilitou. Eles que lançaram seu debut de forma digital, e no começo deste ano de 2015 vieram com um EP, também disponibilizando pra download, facilitou a agito dos bangers. Djalma Américo tem um ótimo vocal e isso ele mostrou num vídeo ensaio que a banda disponibilizou e dessa vez ao vivo, apesar de algumas falhas no vocal decorrente de falhas técnicas da aparelhagem ele soube corrigir tal deslize. A banda se focou nas músicas do atual EP (Feridas Esculpidas Pela Minha Catarse) com músicas do material vindouro, que inclusive já soltaram um material promo naquela noite, Assim eles tocaram as novas "Feridas Esculpidas Pela Minha Catarse", "Decadência Humana" e "Zumbificado" e "Genocídio" somando algumas músicas do seu debut. O som estava ótimo e a energia da banda inspirava o escarro de Djalma Américo.

A terceira banda foi a cearense KRENAK. Eles têm uma boa aceitação no cenário, mas a troca do vocal de Felipe por Luiz Paulo fez uma diferença pra quem conhece o CD "Decimation" e foi deste álbum que eles focaram seu setlist. Vieram com “Possessed” e de cara a galera sentiu o impacto da velocidade do instrumental. “Self Oblivion” foi mais uma do lançamento de 2012, bem como a faixa título, que foi executada já no final da apresentação. Mas até o final eles ainda tocaram duas músicas que não conheço e por isso acredito serem músicas novas. A banda parecia cansada, mas a execução do instrumental estava violenta, apesar de encarada friamente pelo público que assistia, ou seja, sem muito se movimentar e gerar violência.

A FINAL CREATION foi a última banda da noite e subiu no palco já um pouco mais das 3 horas da madrugada e ficou com a responsabilidade de segurar o público. E segurou. Muita gente ficou para ver a apresentação desse quinteto que trouxe de frontman o vocalista destaque da noite. Não apenas em meu ponto de vista, mas sim comentado por muitos. Freddy Houde foi o que chamou atenção. Ele já carrega em seu currículo boas bandas, mas aquela noite parecia que o demônio fez sua parte e ele retribuiu com orgulho. A banda em seu conjunto exibiu uma ótima apresentação com músicas muito bem elaboradas. A banda não tem nenhum material fonográfico circulando no cenário, então, realmente, as músicas não são de conhecimento do público, apesar de serem boas.

Mais uma vez a Nefando Produções realizou um ótimo evento, com um cast rico, mas infelizmente o público que ficou fora do Burburinho Bar, estava mais na finalidade de beber e trocar ideias do que conferir as ótimas bandas da noite. Quem entrou, tenho certeza que curtiu.

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