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Domingo, péssimo dia para promover um show, mas fazer o que? Se a turnê dos caras do Master só disponibilizaria esse dia. Apesar da tragédia que houve no decorrer desta tour, eles não trouxeram com eles esse sentimento que ficará na lembrança.

A noite parecia ajudar, nada de chuva, uma temperatura agradável, mas ainda não comparecia até a hora marcada a quantidade de bangers esperada. O produtor João Marinho não sustentou muito o tempo para começar e cerca das 19h30 ele começa o evento.

Para surpreender a todos, a banda a abrir o evento foi a gaucha PREDATOR, o espaço ainda meio vazio não intimidou os caras, eles começaram exibindo suas músicas de peso do seu CD Homo Infimus, e a cada música que passava o público notara que não era a banda local, e assim vão entrando, faixas uma delas Osiris, o trio incrivelmente  tem peso e não sente-se falta de uma segunda guitarra, apesar que, na hora do cover sentimos esse vazio. O cover foi “The Philosopher” da banda Death, do famoso e falecido Chuck Schuldiner, logo em seguida manda uma de suas faixas, esta mais encorpada no âmbito de melodia, uma demonstração mais instrumental, com boa parte da galera já gritando o nome da banda... PREDATOR... PREDATOR...

O baixista Luciano diz: Recife bota pra fuder... os bangers ficam loucos. Então o cara não diz nem o nome da faixa que vai tocar, apenas o nome da banda... Que falta de respeito! ... SEPULTURA... Grita ele. E nem precisa dizer a música. Com apenas a introdução da música, todos sabiam que era “Troops of Doom”. Mais algumas músicas próprias ainda nos apresentam faixa nova que breve será lançada, a música foi a “Earthquake”, mas as músicas de trabalho ainda foram do seu trabalho de 2007 e anos anteriores.

 

                                     Download de uma parte do áudio do show do Predator  (aqui)

RABUJOS sobe no palco e logo o som fica mais alto, isso não quer dizer que ajudou a banda ou deu mais peso, de fato, o som ficou um pouco saturado, mas nada que atrapalhasse o desempenho da banda, que apresentou muita segurança e qualidade, destaque para seu vocalista (insano), Jaka, que executa uma das músicas da banda ao lado da roda, a qual o mesmo sempre convidava a polgar. A banda ainda detonou, outras músicas próprias como “Exílio” que seria uma faixa nova, outra antiga que seria “Cristo Vermelho” e outras que já fazem parte do set lis antigo da banda, a banda comentou que HardCore, Punk é tudo Underground, tipo querendo mostrar mais união do underground, o que notamos que algumas pessoas já olharam diferente, talvez não concordando. Assim continuam e os Rabugentos, obviamente no bom sentido, tocaram um cover até já esperado, de uma das bandas mais violenta da História da música a Napalm Death.

 

 

E sem demora a banda principal sobe ao palco, passam o som rapidamente, testam uma coisa, ajustam outra, passagem de instrumento por instrumento, nada que deixasse os bangers esperando tanto, Os mestres, ou melhor O MASTER,  ao chamar de quatro No cymbal, começa a guerra, para quem conhece o set da banda sabe que é a: “Let’s Star a War”.

 

Sem tempo para respirar, eles foram emendando uma música noutra e assim foram fudendo todos a baixo do palco. Uma breve tentativa de agradecimento em português, mostrando assim mais uma vez que o cara é muito comunicativo e sem frescura. Ergue a sua garrafa de cerveja e dá aquele velho arroto auditivamente afinado. O trio sabe lidar muito bem com o público pequeno, porém eufórico. Algum destaque? É claro, todas as músicas e o objetivo do Zdenek e de Alex, que pareciam querer demolir nosso atual local de shows, Paul notou e se entrosou mais ainda com seus companheiros de banda. No meio do show, eles ainda deram uma breve parada, talvez para respirar. Então uma demonstração de Alex em sua guitarra, Zdenek pega as baquetas e fazem uma levada de blues... Mas Paul retorna e tudo volta a ser destruição, mais uma faixa que merece ser mencionada aqui a “The Final Skull”, do Álbum Slaves to Society, quando chama no caixa da bateria, todos já preparados, mais uma roda abre no centro do Armazém 14.

      

 

                                                          Download do áudio do show  do Master  (aqui)

Tudo muito bom, a hora de começar, o tempo de palco de cada banda, a qualidade dos equipamentos... Mas lembram do começo desta resenha, onde dizíamos sobre a temperatura agradável? Lá dentro estava um INFERNO.

 

Resenha por Hugo Veikon e Krakum, Fotos por Dezza Ganny