Texto e fotos por Hugo

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ECCO SOUNDS foi um evento que surpreendeu desde que foi anunciado pois teria um cast com grandes nomes de peso tanto da cena estadual como da cena nacional e ainda mundial. Mas chegando próximo ao dia do evento foi anunciado um desfalque no cast, que seria a ausência da banda DRI, porém logo a produção correu atrás de uma substituição que viesse sanar esse desfalque. Tarefa difícil, ou talvez impossível, mas eis que a produção anunciava a substituição com as bandas FACADA e  NERVOSA.

Foi assim que o “zum zum zum” na cena começou a circular. O dia escolhido para o evento foi 08 de novembro. Escolha comprometedora, pois seria o primeiro dia das provas do ENEM (em âmbito nacional). Mas quem disse que isso comprometeu? Poderia ser melhor, óbvio. Pois muitos deixaram de ir ao show. A pergunta que não quer calar, aos que não foram. Lotou? Sim, Lotou. E não tinha pessoas apenas da capital. Vieram pessoas de várias cidades tanta da Região Metropolitana, como do Agreste e Mata Sul e Norte. Como foi dito: era o dia da prova do ENEM, o trânsito para chegar até o local do evento estava complicado e como as bandas de abertura eram bandas locais. O público não chegou com antecedência. Para nós do Site Arena Metal PE o complicado foi chegar até o local e a liberação da lista de imprensa. Com isso não foi possível cobrir a apresentação da banda de abertura, a Eu Declaro Meu Inimigo, que sem dúvida se esforçou bastante para marcar seu nome. Porque o ECCO SOUNDS marcou seu nome no meio de grandes festivais de Rock do estado.

A segunda banda, essa sim vimos, foi a DESALMA. Que veio com toda fúria. A banda aproveitou e mostrou músicas do seu novo EP ‘Espirito de Porco’ e exibiu com todo orgulho a volta de seu vocalista Igor Capozzoli. A banda mesclou seu Death Metal moderno do CD ‘Foda-se’ com as músicas Thrash do EP. O som estava de ótima qualidade e o público ainda tímido, mas a banda garantiu aplausos por vários momentos.

Dando sequência as bandas pernambucanas veio a INFESTED BLOOD, com seu Death Metal Extremo. Iniciou com músicas do seu novo material ‘Demonweb Pits’. Pra quem já conhecia a banda sabia o que estava por vir, mas tinha gente que não conhecia a carreira da banda e se surpreendeu com tamanha velocidade feita por uma banda pernambucana. Quando o vocalista e guitarrista Diego chamou algumas músicas e disse que iria tocar música da demo de 1999, houve pessoas que não imaginava que a banda era tão antiga. E assim chamou a música “Psicologia de um Vencido”, que foi uma das músicas que encerrou o set list da noite, das tantas osciladas dos demais full da banda junto com o cover do Suffocation.

Do Ceará veio a quarta banda, FACADA. A banda se apresentou como power trio, ai ficou a dúvida. O que houve como guitarrista Ari? Mas Danyel, que também lidera as cordas da Monge junto com os mesmos que estavam no palco, assumiu bem o papel e levou o Grindcore adiante.

As rodas de pogo iniciaram mesmo com esta banda, naquela noite. Foi bom, pois esse show marca a volta de D’angelo as baquetas. O setlist foi enorme e a banda oscilou vários álbuns e demos, chegaram a voltar no tempo e tocar música do Debut como a música “O apocalipse agora”. De tantas músicas, acredito que tenham tocado umas 25 no total.

Se mantendo em power trio e com alguns minutos a mais pra preparar o palco, veio a paulista NERVOSA. Banda que ganhou grande notoriedade nestes quatro anos de carreira. Não apenas pelo diferencial de ser uma banda formada apenas por mulheres, mas sim pela evolução musical que essas garotas tiveram.  O público estava ensandecido e elas responderam a altura.

Como a banda está em divulgação do ‘Victim of Youself’ era óbvio um set deste material e de abertura veio justamente a música Twisted Values, que também inicial esse álbum. A guitarrista, Prika, e a baixista / vocal Fernanda garantem a presença de palco. Mas se você pensa que por está lá no back a baterista fica ofuscada, você está completamente enganado. A pegada dela, na bateria, é tão marcante que você vai entender porque essas meninas vêm ganhando espaço na cena nacional. Fernanda Lira arriscou em pedir ao público pra se dividir em lado esquerdo e direito pra esquentar mais à noite. Você acha que isso deu certo? Foi a diversão da noite. Os headbangers se dividiram e se gladiaram com todo respeito.  A banda garantiu que tem público suficiente para uma segunda visita a Pernambuco.

DFC, que já beira os 25 anos de carreira, veio do Distrito Federal com seu punk-crossover e como era um festival a rapaziada do SK8 compareceu em bom número. Era possível ver uma mescla de idade no público, mas dos punks novos aos mais antigos todos se divertiram. A banda aproveitou e detonou várias músicas do seu novo material, “Sequência Animalesca de Bicudas e Giratórias”, lançado neste ano de 2014 como músicas: “Puta que Pariu”, ...... a banda arrastava coro... “Se fode DFC”... é justamente quando Tulio diz que são 22 anos de árduo trabalhos no underground. Esse peste pareceia que estava com amnésia não sabia nunca qual era a próxima música. E soava engraçado e criativo como ele sempre fazia uma frase antes de iniciar uma música. Como o caso da música “Todos eles te Odeiam”, Tulio falou um pouco sobre política e chamou essa na sequência. E assim foi durante todo o show.

MATANZA dispensa apresentações e seu público fiel estava lá a caráter vestindo a camisa da banda e com as músicas na ponta da língua. Uma das músicas de abertura foi a “Meio Psicopata” e dai em diante, só bordoada. A roda de pogo foi uma das maiores, parecia concorrer com a do público da Nervosa. Ainda vieram as músicas: “Mulher diabo” – “Remédio Demais”. Lá pelo meio Jimmy recitava frases filosóficas como: Recife, vocês são do caralho. E convidava já o público ao clube do Matanza, “Clube dos Canalhas”. Já quase chegando no final ainda veio “Ela Roubou meu Caminhão”. O show foi bastante extenso e óbvio satisfatório para quem é fã da banda.

Com o público já caído pelos cantos da casa Baile Perfumado estava pra subir a banda responsável pela maior circle pit da noite, RATOS DE PORÃO, ou simplesmente RxDxPx. João Gordo, como sempre, liderava e chamava os clássicos do punk brasileiro. E não deixou passar batida a polêmica que vem circulando nosso país, quanto ao xenofobismo.

Mandou sua mensagem falando da importância do nordeste, e foi clara a mensagem: “Se um dia o nordeste se separar no resto Brasil, me convidem que venho morar aqui com vocês” assim falou o frontman. Jão estava animado e dava aquele tradicionais pulos, abrindo os braços simbolizando a música “Crucificado Pelo Sistema”, que como sempre consta no setlist, tal como a “Anarkophobia”. Foi mais um show que o RxDxPx destruiu, como sempre.

A organização foi extremamente profissional, exigiu a documentação dos menores e para troca de ingressos coletivos, houve quem achou ruim, mas foram apenas os acostumados da forma errada de trabalhar. O ECCO SOUNDS veio pra ficar e trabalhou perfeitamente, era possível ver a circulação de Bombeiros na parte interna, dando alertas e assistência total ao público. Ainda via-se sempre pessoas encarregadas no serviço de limpeza fazendo o recolhimento de latas que o povo jogava no chão, muito embora tivesse cesto de lixos distribuídos pra todos os lados. Seguranças que sabem a diferença de diversão e briga (algo que não houve).Organização total. Cast Perfeito... que venha mais edições do ECCO SOUNDS.

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