Texto e fotos por Hugo Veikon

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Quando se soube que a americana SUFFOCATION iria se apresentar na capital pernambucana já despertou a atenção dos death maníacos. E quando se soube que o evento contaria com a alemã DESTRUCTION (que podem se considerar brasileiros devido a tantas turnês feitas por eles neste pais), o show tornou-se imperdível.

Como 'opening acts' foi escalada a potiguar SANCTIFIER, apresentação que era esperada por muitos mas, de última hora, foi cancelada. Chegou-se comentar que por problemas particulares do guitarrista Alexandre, que segura as harmonias da banda, houve o cancelamento, mas nada oficial foi passado nem por parte da banda ou da organização do evento.

O show iniciou com a apresentação da pernambucana INNER DEMONS RISE. A banda mudou tanto seu line up como seu estilo melódico e divulgou músicas que não estão em seus antigos materiais, dentre elas uma instrumental que chamou a atenção do público. Apesar do setlist curto (tocaram seis músicas) eles conseguiram arrancar aplausos de alguns que observavam.

A nova iorquina SUFFOCATION veio logo em seguida. A retirada de bateria e uma nova passagem de som rendeu alguns minutos de atraso, mas eis que eles começaram. E o grande desafio seria de Ricky Myers, baterista do Disgorge, que veio aqui substituindo o vocalista Frank Mullen (um dos fundadores da banda). Mas isso foi tirado de letra. E como foi! O cara estava totalmente entrosado com a banda e seus contra tempos. A banda tocou músicas que são clássicas em sua discografia. Contando com apenas um guitarrista, o Terrance Hobbs, que segurou as bases e solos, o quarteto veio com a faixa "Entrails Of You", do álbum homônimo (Suffocation, de 2006) seguida da música que dá nome ao álbum "Pierced From Within", de 1995. No meio do público um tanto eufórico, algumas pessoas não sabiam a diferença de se divertir e procurar confusão, mas os seguranças a postos souberam reter maiores problemas. Uma pena que esse tipo de coisa ainda exista em nosso meio. Dentre outras faixas executadas e exaltadas destacamos "Catatonia", "Breending the Spawn" e "Jesus Wept". E mesmo com o som embolado, por estar muito alto, foi um show que agradou a muitos.

Com a ausência de uma banda a noite passou rápido. E enquanto a DESTRUCTION ajustava sua aparelhagem, ainda ouviam-se lamentos sobre a ausência da SANCTIFIER. Mas com o som dos alemães regulado, eles tocaram dentre as primeiras músicas a esporrenta "Thrash 'til Death". Engraçado foi ver Schmier (vocal e baixo) cumprimentar o público dando boa noite e falando que era bom estar de volta. O engraçado é que as frases eram expelidas em português, atitude que agradou a muitos. E veio "Nailed to the Cross". Nesta hora, boa parte dos hellbangers criaram coro e muitos entraram na 'cicle pit' (inclusive eu).  A iluminação da apresentação desta banda chamava a atenção pelo sincronismo com as batidas e bases de guitarra. "Hate Is My Fuel" foi uma das que a iluminação agiu com um show a parte. Acredito que a banda tocou além do que estava definido em seu setlist (que inclusive foi jogado para o público), pois Schmier solicitou uma música ao público a escolhida foi a 'bluezera' "Antichrist". Pra finalizar o frontman falou em alto e bom som: A SAIDEIRA e chamou "The Butcher Strikes Back". De fato, mais uma apresentação deles que fica na memória, tanto na nossa quanto na deles, inclusive na de Schmier que levou já no final uma Morte Súbita (latão de Pitu, bebida que ele mencionou algumas vezes ao longo do show).

Parabéns a Blackout Discos que realiza mais um marcante show e ao público que compareceu em massa.

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