Texto por Hugo Veikon (Lethal Rising - Necrohunter - Maua)
Texto por Willian Headbanger (Oddium)
Fotos por Willian Headbanger

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Recife vem sofrendo uma crise de casa de shows para comportar eventos de pequeno porte, mas o Casarão da Artes é o local para eventos "faça vocês mesmo" e foi assim que aconteceu o Arena Metal festival, que na verdade contou com a produção do frontman Adriano Forte, da Lethal Rising. A banda, que, diga-se de passagem, tem ótimo desempenho musical em palco, vem buscando tocar em palcos maiores da mesma forma que são merecedoras todas que participaram daquela noite.

Como falamos da LETHAL RISING, foram eles os responsáveis em abriram o evento. O público ainda era pequeno, afinal era o começo do evento e eles deram início assim mesmo, causando curiosidade em alguns que ouviram o som, que estavam na parte externa. A banda tocou diversas músicas de seu EP "Against The Fear", não só lançado em 2014 como também reconhecido por vários veículos como um dos melhores lançamentos independentes do ano. A música de abertura foi "Wounded And Dying", a mesma do álbum, e já garantindo o público a frente do palco para observar a dobradinha de guitarras e até os músicos da "cozinha" tiveram suas visibilidades, sobretudo o baixista César. As músicas oscilavam em peso e melodias, como o caso da "Slaves" - "Against the Fear" (que ao vivo tem um peso a parte) e como disse o vocalista: a da balada "Lost for a Time". O som da banda foi bem aceito pelos bangers que aplaudiram a banda diversas vezes. Até mesmo tocaram música que chamou atenção de muitos, a banda prometeu que esta estaria inclusa no próximo material da banda que em breve começará ser gravado.

Enquanto a segunda banda preparava o palco para 50min de Death Metal, os bangers aliviavam o calor infernal na parte externa da casa. E assim que ouviram os guturais da NECROHUNTER era chegada a hora de mostrar o Hunter's Curse ao vivo, lançamento que também foi incluso na lista de muitos como um dos melhores de 2014. A banda já garantiu rodas violentas nas primeiras músicas. A "Hungry Hunter", que foi a terceira, a banda também conseguiu arrastar refrões do público. Como o álbum de divulgação é bastante extenso eles tocaram da "Blooshed" a "In curse". A banda mostrou desenvoltura no palco e ainda com a recente entrada do baixista Diego Nóbrega, ex-guitarra do Madness Factory, e reafirmando o motivo de sua tour pela América do Sul. Interessante foi que logo em seguida da sua "Opening the Grave" a Necrohunter prestou sua homenagem ao Chuck Schuldiner (RIP), assim tocando um cover da banda Death no final de seu setlist.

Faz tempo que Recife não recebia uma banda de Sergipe e se não me falha a memória foi a Anal Putrefaction abrindo para Enthroned, mas desta vez veio a banda de Death Técnico MAUA. Que com apenas um disco no mercado vem ganhando um bom espaço na cena nordestina e crescendo bastante a prova disso é que eles vêm abrindo para bandas como Krisiun e veio até Recife mostrar esse poder. A banda ao vivo tem uma puta presença de palco sobre tudo o vocalista Érico, que nem poderíamos dizer presença de palco, porque o gigante vem polgar em meio aos bangers. O público se mostrou violento, mas sabendo se divertir. Uma música que muitos pediram foi a "Nothing Is like the Same", mas essa veio só lá pro meio do setlist. Até lá a banda tocou algumas do " Conscience", lançado em 2009 e algumas músicas novas. A banda convidou em diversas vezes o público a bater cabeça e foram correspondidos. Rolou! Até dividir o público no meio para fazer confronto, imagine isso dentro do pequeno Casarão das Artes? Aconteceu e foi divertido, quem se prejudicou foi o guitarrista André que ficou um tempo sem tocar, pois a sua caixa de som caiu quando um banger se chocou com a mesma. A Maua mostrou que sabe fazer a farra até em casa pequena.

Com uma demora considerável pra ajustar o som veio à banda ODDIUM, que começou sua apresentação um pouco mais das 3h da madrugada isso fez com que alguns bangers já tivesse ido embora e ficando apenas a resistência. Nas primeiras músicas já garantia um bate cabeça frenético,  depois começou os estresses como foi o caso do problema com a guitarra de Roberto Paes que desafinou, outro caso foi que em duas músicas o cabo da guitarra falhou e isso fez com que as músicas tivessem que recomeçar. Infelizmente por volta da 3h40 exatamente não tinha mais condições deste colunista que vos escrever continuar no local devido a hora, os intervalos para que as bandas se ajustassem demoravam bastante e isso prejudicou, infelizmente, a última banda - CAMUS, que não pude ficar para conferir. Pedimos desculpas ao leitor e a banda por isto.

O público que compareceu não se arrependeu, pois viram bandas de nível com uma qualidade de som muito boa. Ao mesmo tempo em que parabenizamos também agradecemos ao Produtor Adriano forte que fez essa parceria com o site Arena Metal.

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