GALERIA DE FOTOS (por Willian Headbanger)
Textos por Hugo Veikon
Texto Dead Kennedys por Willian Headbanger

O Abril Pro Rock deste ano já passou da 20ª edição e, para tanto, trouxe várias bandas históricas que representam bem a cena do Metal Nacional e Mundial.

Bem antes da hora definida para começar o evento havia bastante gente (tanto de vários estados como de cidades vizinhas) e parecia que o Chevrolet Hall ficariasuperlotado, coisa que não ocorreu no início do evento. Por volta das 18h30 ainda formava-se fila para adquirir ingresso, então se presumia que haveria um pequeno atrasono começo das apresentações. Tal fato aconteceu, mas foi curto pois por volta das 18h40 o evento começou com uma banda local, Vocifera. A banda executou um setlist curto mas que  esquentou o público tanto com suas músicas autorias como com o cover  do Venom (clássica banda do Black Metal mundial). Agitou bastante o pequeno público com seu Thrash Metal, apesar da equalização da mesa de som não ter ficado bem definida.

A segunda banda da noite foi a Kriver, mais uma prata da casa. Interessante como a equalização do som já parecia soar mais limpa, embora fosse possível observar no começo da apresentação da banda algumas falhas nos telões, recurso este que ajudou bastante aqueles que ficavam assistindo ao show de longe. A apresentação da Kriver consistiu mais no recém-lançado EP intitulado “Torrential”, que a banda disponibilizou para download em seu blog [blog] - [download]. A banda agitou mais ainda com a faixa “Gambling With The Reaper”, que foi justamente a faixa escolhida para um clipe também recém-lançado no Youtube. Nessa altura a banda já arrancava aplausos. A Kriver tocou mais duas músicas do citado EP 2012 e fechou com a faixa título do EP lançado em 2010 - Toxic Blood.

A terceira atração da noite de peso veio do Rio Grande do Norte, sendo a banda Kataphero. Nessa altura o som já estava mais que tratado (equalizado). Surpreendente como a qualidade de som melhorou bastante e desta vez sem falhas técnicas nos telões. Até o trabalho de iluminação nos exibia algo grandioso.

A banda conta com a vantagem de já ter se apresentado no Recife e naquela ocasião conseguiu conquistar alguns metalheads. 
Oportunamente a banda tocou músicas de seu lançamento "Life" de 2012. Aos que não conheciam a banda foi surpreendido com precisão da execução do Death Metal muito bem arranjado por eles, sobretudo pelo trabalho de guitarra.

A esta hora o local já estava bastante lotado e vieram as bandas com vertentes mais punk /HC. A Fang, dos Estados Unidos, agradou boa parte do público que parecia não cansar. Na sequência os veteranos do DFC, banda de Hardcore de Brasília, bastante conhecida pelo público pernambucano, e que serviu como uma prévia para a banda Devotos, que além de ter seus antigos fãs conquista novos a cada show.

Uma das atrações mais esperadas Abril pro Rock foram os norte-americanos da Dead Kennedys. Depois de mais de 30 anos de estrada o grupo californiano veio a Pernambuco. Sua apresentação foi baseada nos discos clássicos do grupo, lançados todos nos anos 80, entre eles o aclamado álbum de estreia, "Fresh Fruit for Rotting Vegetables" (1980). Para conquistar o público, logo de cara, os californianos mandaram "Police Truck", um dos muitos clássicos que estavam por vir e como não poderia deixar de ser, o destaque maior do show ficou com o hit "California Uber Alles", cantado  alucinadamente pela maioria dos presentes. O vocalista, inclusive, se misturou com a platéia para cantar o refrão. O Dead Kennedys  fez uma apresentação histórica para a cena de Pernambuco.

Era chegada a hora de uma banda que representa muito bem o Death Metal mundial: os brasileiros do  Krisiun. A apresentação da banda se concentrou mais no álbum The Great Execution, trabalho mais cadenciado da banda e que alguns fãs chegaram a criticar, porém o álbum mostrou manter a essência da banda. Como sempre, o carisma do vocalista Alex Camargo fez a diferença e o mesmo comentava a todo instante a surpreendente qualidade de pessoas que estavam ali para curtir o Death Metal tocado por eles. O Krisiun não poderia deixar de tocar "The Will To Potency", música do atual álbum e que foi trabalhado em um clipe, rendendo também muitos comentários positivos para a banda. Alex ainda relembrou as antigas apresentações da banda aqui em Pernambuco e citou nomes de pessoas que ajudaram a banda diretamente, naquela época como Washington Pedro (da banda The Ax) e João Marinho (da loja Blackout Discos).

Os fãs mais antigos da banda sabem que eles tem três grandes influências que são Motorhead, Slayer e Morbid Angel. Então quem já tem esta informação não se chocou com o cover de "No Class" (Motorhead), tocado daquele jeito que somente oKrisiun sabe fazer, agradando toda aquela massa que se encontrava no local (Punks, Hardcores e Metalheads). E encerrando sua apresentação eles fizeram uma dedicatória muito especial ao cara que é um ícone do Metal do Rio Grande do Norte, Cláudio Slayer, e para ele Alex dedicou a clássica "Hatred Inherit".

A Sodom demorou um pouco pra começar o show, mas logo depois da vinheta eles vieram com "In War And Pieces" e depois dessa primeira o vocalista Tom Angelripper agradecee e ao mesmo tempo convidou todos ao "Sodomy... (respondido pelo público)... and Lust". Entre uma música e outra os Thrashers do Sodom tocaram uma clássica do Rock'n'Roll, "Surfin Bird", música que também já serviu de cover para os punks do Ramones, porém mais acelerada que a versão dos punks. Dai a banda já emendou com outras músicas próprias. E mandaram diversos clássicos de uma histórica carreira. O público se espremia na grade de proteção e fazia coro. Após 53min já era fim da apresentação e eles vieram com Remember the Fallen e ficaram no palco sempre com mais uma. Duração da apresentação 1h.

E já era madrugada quando André Matos subiu ao palco e foi interessante como o público ainda se mantinha de pé para apreciar o som Hard Rock do artista. O set list começou com um lançamento de 2012 The Turn of the Lights, com a música "Liberty". O Guitarrista Andre Hernandes estava muito empolgado e agitou bastante.

O público parecia se identificar com a energia do músico. Ainda tocaram músicas do primeiro e segundo álbum da carreira solo de André Matos. Foi inevitável tocar músicas de sua antiga banda e talvez do álbum mais importante de sua carreira o Angels Cry (da banda Angra). Boa parte do público se manteve até o final de sua apresentação.

Agora, como todos os anos, ficamos a espera da próxima edição do nosso Abril Pro Rock.

 

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