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Dia 05 de junho, meta do ano praticamente, sem chuva... Tudo estava propício para uma grande realização promovida pela produtora Julia Claudino, a comemoração de um ano do Movimento Recife Underground Scene. Previsto para começar às 21h, mas devido a alguns atrasos o evento iniciou sua violenta noite por volta das 23h20.

 Via-se pouca gente ainda na frente do Armazém14 (Recife/PE), mais amigos e outros colaboradores.

 Mas tudo começou com banda DEVAKHAN, a banda mostrou com seu Death / Black um sincronismo perfeito entre os músicos, grande variações, embora a banda faltasse mais definição de seu estilo. Tocaram em seu set list, boa parte de suas músicas próprias, começaram com: In the name of Justice – The Culto of Cthulh PT 1 e 2, Dream of Opium, até que a banda tocou algo que a galera conhecia, o cover da Zombie Ritual – cover da banda Death, inclusive, nota-se que a banda tem forte influência desses pais do Death Metal. Ainda detonaram mais 4 músicas próprias e um cover Black metal para fazer valer sue rótulo Death/Black, eles tocaram uma da polêmica Dissection (God of Forbbiden Light) e fecharam a noite com mais uma de suas músicas, Slaughter, bom tempo para sua apresentação e sou aproveitar muito bem essa oportunidade.

                  

Em seguida, assume a destruição a banda de grind/crust/core, ANTROPOFAGIA, as cordas uma afinação bastante grave, e um alucinado vocalista, a banda liderou o show. Eles tocavam sem parar as primeiras faixas: Coprofobia – Ou vaza ou se fode – Do Céu ao Inferno. A banda parava para uma breve respirada e Augusto na batera não esperava muito, contava suas lapadas no caixa agudo e tudo recomeçava. Não era muito longo, tudo na banda é muito rápido, músicas curtas de 1 min. ou talvez menos. Era tão rápido que eles tocaram: I’m Single - A.T.T – Chaos – Noturno – Benzinho. O que se destacava na banda não era simplesmente a pressa das músicas mais sim a coesão dos músicos, o entrosamento perfeito e o excelente vocalista que a banda tem, um dos melhores de Pernambuco. A banda ainda detonou algumas outras faixas próprias e também dois cover: Religion is Fear (Extreme Noise Terro banda) faixa do álbum Law of Retaliation, também tocaram PSPI (Brutal Truth banda), um faixa bem rápida e tudo acabou, pronto!

                              

Logo depois, a banda mais antiga do Black Metal de Pernambuco, MALKUTH, que na formação atual conta com a participação de Diego (Infested Blood) aos teclados e no vocal Nefando. Todos de corpse paint, isso faz a banda ter todo o respeito e honra dos Black Metallers pernambucanos. Uma breve ajeitada no som principalmente na batera de Nighhtfall e é liberada a intro, eles começaram com Age of the Ax – Sol Negro e ainda nos mostraram um som novo – Nyarlathotep. Todos batendo cabeça junto ao palco, alguns com atenção as melodias da banda e outros ao vocal rasgado de Nefando, que caiu perfeitamente como um diabo na banda.

Mais uma faixa em português a: Nas Sombras do Mal...a Revelação – daí mais uma nova música na sequência, nesta a participação do conhecido vocalista Raphael Dantas (Caravellus), para colaborar na música Ginnungagap – que em meu ponto de vista na gravação a voz dele parece soar melhor, algo que eu também não achei que soou legal, mas é uma opção da banda e vale sempre apena tentar coisas novas, ainda fico com o vocal rasgado do vocalista permanente da banda, que tinha a imagem do logo da banda estampada em seu peito.

   

Dentre as participações ainda houve o insano do Cristiano (Infested Blood), fazendo uma participação numa faixa da lendária debut da banda, Azima: the Master of the sexual arts, tema que soa a cara desse perturbado a banda tocou mais faixas no seu novo álbum que está por vim e fechou com a 13ª faixa de seu set um cover da Samael – Rite of Cthulhu, 13 faixa da Malkuth é coisa pra não esquecer, pois a banda só toca 9 faixas em todos seu álbuns. Uma das melhores apresentações da noite. Tive que ir devido a algumas dificuldades da noite, mas o colaborador Willian Headbanger assumiria as anotações do show, em diante.

Após o show da Malkuth, metade do público foi embora. Lamentável, pois perderam a volta de uma ótima banda de thrash metal estou falando da EXTREMOCAOS. Nada afetou a apresentação dos caras, que mandaram muito bem suas composições: opposite, against us, violent dash,  em seguida os cara mandaram dois ótimos covers do  Slayer - war ensemble - e Cannibal Corpse - A skull full of maggots. Valeu apena esperar pra ver a volta dos caras, e encerram o show com Scape from the fire e A screams of a dirty soul. Ótimo show, ainda bem que os caras voltaram a ativa. Mais uma banda que volta a cena com força total.

                        

Já perto de amanhecer os caras do LIBELLULA, os caras tinham apenas um pequeno público, que realmente veio pra ver a banda, mais ou menos vinte pessoas, vou confessar que e a primeira manda de “metal core” que eu ouvi em toda minha vida, mas não vi muito metal no som dos cara, apesar das guitarras estarem muito baixas o peso que se destacava era o som do baixo, mesmo assim os caras estavam tocando com uma forte instiga, como se estivesse tocando para uma multidão. O seu público acompanhou sua composições, em português, logo após a intro tocaram: funesto - jardim impuro - a cura -  e uma em inglês chamada - my dream -  tocaram mais duas músicas portas abertas - o velho garoto das estradas – e um cover de uma banda As I Lay  Dying - 94 hours - que eles disseram que é  “metal core”, realmente muito parecido com os sons dos caras, por fim mandaram mais duas composições próprias,  um show razoável devido as condições do som que já estava um pouco  saturada de tanto metal. Talvez em outra oportunidade e com o público adequado, será melhor para a Libellula.

                    

Parabéns todos que participaram dessa comemoração de um ano de existência desse movimento, que está sempre melhorando sua estrutura. 

Texto por Hugo Veikon e Willian Headbanger - Fotos por Dezza Ganny