Texto Willian Headbanger
fotos do site JC Jornal Clandestino  (site)
Reedição de Texto Léo Quipapá


Mais uma grande noite de metal em Pernambuco: estou falando do tradicional Blizzad of Rock, que há 11 anos é realizado no município de Vitória de Santo Antão, atraindo bangers de cidades próximas por sua famosa (e excelente organização) e alto nível das bandas que lá se apresentam. Esse é o segredo do sucesso do festival. Este ano foi realizado no dia 28 de agosto de 2010 contando com as bandas: Malefactor (BA), Cruor (PE), Cangaço (PE), Still Living (PE), Lethal Rising (PE) e Inner Demons Rise (PE).

De cara a banda Inner Demons Rise inicia com grande entusiasmo no palco, mostrando suas composições: “Children´s  Sight”, “The Storm”, “Witchcraft” e “Lucy”, empolgando assim a maioria dos bangers no local. Vale a pena ressaltar a grande frenesi e virtuosismo dos integrantes no palco que, a cada música, contagiava os bangers.

Em seguida, apresentaram um cover muito bem executado dos gregos do Rotting Christ, esquentando ainda mais o clima do evento. Mandaram também “Mina (The Curse´s Rise) e  “Men´s Justice”, sem perder o peso e, como sempre, demonstrando muita técnica. Ainda detonaram “The Last Time” do Paradise Lost, que, como não poderia deixar de ser, agitou todos os bangers presentes.

Finalizando mais uma ótima apresentação do quinteto, mais duas ótimas obras: “My Destiny” e “Mr. Renfield”.

Sem muita demora sobe ao palco do Blizzard of Rock a oriunda de Garanhuns, Still Living, mostrando seu Hard Rock com notáveis influências do Rush. Eles iniciaram com as consagradas “Journeyman” e “Invisible”, músicas para acalmar e relaxar os bangers, que aos poucos se dirigiam ao bar.

Executaram ainda: “From Now on”, “Life Is Too Short” e “Against the Wind” mantendo aquele clima mais tranquilo. Já próximo do encerramento, tocaram mais uma de suas obras, intitulada de “Stream of Life” e o cover do Journey “Don't Stop Believin'”. Eles se apresentaram bem, porém não tão empolgante quanto as demais atrações da noite.

Podemos dizer que é a hora da banda mais esperada da noite: os baianos do Malefactor. Logo após a intro, os caras presentearam os bangers com: “The Pit”,“Followers of the Fallen” e “Crown”, sucessos esses que levaram todos ao delírio. Também com muito entusiasmo dos baianos no palco do Blizzard vieram ainda “Necrolust In Thulsa Abbey” e “Centurian”, que  fizeram o clima do interior esquentar. E mais, “Under the Black Walls of Hell” e “Old Demons” mantiveram os bangers com a mesma empolgação do início da apresentação. Com uma extraordinária performance, os caras tocaram “Blood of Skhmet” e “A God that Doesn't Lie” deixando o público com um gostinho de quero mais. Contamos ainda com o grande sucesso “Celebrate Thy War”, mais uma ótima obra desses guerreiros da Malefactor que, por fim, mandaram “Barbarian”. É um grupo que honra o Metal nordestino e está entre os grandes no Metal brasileiro e mundial.

Dando continuidade a pancadaria, chegou a vez do Cangaço subir  ao palco do Blizzard. Os cangaceiros do Metal começaram a mostrar para que vieram, já tocando “Logical Mistakes”, “Devices of Astral” e Opposing”. Ótimas composições que mostram uma grande diversidade de rifs e viradas de bateria e duas linhas de vocais distintas do guitarrista e do baixista.

 Logo em seguida, a “Through The Eyes of Greed” do Sadus,  como sempre, bem executado e empolgando muito os bangers presentes. Após o cover, rolou mais uma música própria “Statu Variabilis” e, em seguida, “Side by Side” do Chaosphere, deixando os bangers instigados.

Por fim, mais sucessos com “Corpus Alienum” e “Pull the Plug” do Death, encerrando em grande estilo, como sempre, mais uma de suas apresentações.

Por volta das 3h da madrugada, a mais antiga banda de Thrash Metal de Pernambuco sobe ao palco. Estou falando do Cruor. Confesso que foi a primeira vez que vi uma banda ressuscitar bêbados. É, meu caros bangers leitores, nos primeiros acordes da insana “Whitechapel” o couro comeu e formou-se uma roda thrash metal das mais instigadas que eu já vi.  Sem muita conversa fiada, mandaram “Septem Sermones Ad Mortuos” e “Not Today” mais duas de suas obras que mantiveram os bangers ligados. Rolou até aquele coral SE-PUL-TU-RA, SE-PUL-TU-RA, SE-PUL-TU-RA... O que fazer? Mandaram “Escape to the Void”,  provocando uma loucura geral dos sobreviventes. Rolaram também “Under The Sun”, “Postmortem” do Slayer e “Seca”, de própria autoria, que contaram com as participações de Alcides (Inner Demons Rise) e Jorge (Oddium), promovendo uma verdadeira festa. Rolou uma novíssima, “One Man”, mantendo o estilo Cruor de fazer música. Depois, mais uma das antigas, “Insane Harmony”. Consolidou-se, assim, mais uma grande apresentação do Cruor, mantendo vivo o metal pernambucano de qualidade.

Já estava quase de manhã quando o Lethal Rising subiu ao palco do Blizzard. A maioria das pessoas já tinha se retirado do local e a outra parte estava bêbada, restando assim, aproximadamente de 10 a 15 pessoas que voltariam com a banda à Recife. Mesmo assim, os caras mandaram ver como se estivessem diante de  uma  multidão, após uma intro, tocaram as obras “Unreal Life”, “Begins The Torment”, “Against The  Fear” e “Lost For a Time”. Uma mescla de Stratovarius com Angra, de alta qualidade. Executaram também “Slaves”, “Wounded And Dying” e “In Flames” mantendo a mesma linha sonora, sem perder a qualidade de sempre. Por fim, apresentando-se muito bem mesmo diante do pequeno público, os caras mandaram o clássico do metal mundial, “Painkiller” do Judas Priest.