Texto e fotos Hugo Veikon

 

Para um show em pleno dia de domingo, foi incrível o público que compareceu. Além de tudo, noite chuvosa. Isso mostrou que temos bangers para qualquer tipo de som, pois na noite em que todos esperavam ansiosamente para ver a grande H – HANGAR, isso mesmo com dois H's: o 1º, de Humberto e o outro do próprio nome da banda. É de extremo orgulho que podemos dizer: temos um ótimo vocalista pernambucano e com reconhecimento nacional (porque não dizer mundial).

A noite começou com o INFALLIBLE BUS em frente a casa de show Armazém 14, que por sinal reabre suas portas para o Metal. Com a noite chuvosa, parecia tudo estar propício para ser um grande show, forçando até mesmo quem tinha a intenção de “arregar” o som do lado externo da casa, a entrar no local. As quase 200 pessoas no recinto aguardaram aproximadamente 1 hora e meia de atraso, mas aguçavam cada vez mais a curiosidade ao ver o set up da batera de Aquiles Priester.

Mas a noite de Heavy começou com a banda, “novata” KRIVER, com seu Hard Heavy muito bem afiado. Notoriamente com os amigos como telespectadores, a banda se sentiu à vontade e não fez feio perante o público. Muito pelo contrário, conquistou até mesmo aos que estavam lá apenas com o interesse em ver a Headline. Os caras, após uma intro, tocaram: “On the Higtway” e “I Have to Get Out”. Após estas, executaram “Dirty Thoughts” e “Whore Love”, de seu EP 2010.

Pra animar, tocaram sem apresentação “TNT”, do AC/DC. A banda estava bastante à vontade. Os solos dos guitarristas Bruno Oliveira e Thiago Quintino foi o que mais chamou a atenção do público, principalmente quando Bruno pegou uma máquina tipo furadeira e passou a solar com esta, dando um efeito especial. Chamou a atenção e agitou todos.

Na sequência tocaram mais uma do seu EP: “What is That?”, gerando palmas ao alto de pessoas que passaram a admirar a banda naquele instante. Foi um bom momento de divulgar seu material disponível na net. Pra finalizar eles tocaram o cover “Daddy, Brother, Lover Little Boy (Mr. Big)” e a faixa que considero o hino da banda, “Toxic Blood”. Os caras conseguiram conquistar muita gente.

 

Após a Kriver, todos os instrumentos foram retirados da frente do palco e ficou só um “monstro” ao alto, coberto por um pano preto, que escondia o que todos queriam ver. Apesar de já exibido pela web, ao vivo e tão perto é outra emoção. Tudo montado, mais uns pequenos ajustes e tudo estava perfeito, até que então via-se Aquiles passar por trás da batera. Tira-se o pano e tá lá...

Entram todos seus amigos de palco: Eduardo Martinez – Nando Mello – Fábio Laguna e o pernambucano Humberto Sobrinho. Todos ficam exaltados e eles mandam de cara: “The Infallible Emperor (1956)” – “Some Light to Find My Way” – “Colorblind”. Todos pulavam e dava para se notar o orgulho de Humberto ao ver, em pleno domingo chuvoso, aquela multidão de seu estado apreciando a banda que agora ele se integra como família, pois foi assim que Priester falou ao se levantar da batera e elogiar a todos. A noite seria curta, pois no set list da banda foram tocadas 20 faixas, dentre elas: “Forgotten Pictures” – “One More Chance” do álbum de 2007 (The Reason of your Conviction). Como não falar do Medley de “Legions” com a “Last Time” fazendo uma volta aos idos 2001.

Mas o foco era o último álbum, Infallible. Então eles deram continuidade com “A Miracle in My Life” e voltaram novamente aos tempos antigos com: "To Tame a Land". Vale comentar que nesta, Humberto Sobrinho canta excelentemente bem. O cara sabe agitar e se entrosou perfeitamente a esta banda de gigantes. Mais uma pausa e Priester fala um pouco. Agradece a presença de todos e mais uma vez a sua vinda. Também agradece ao produtor João Marinho, que é recebe a denominação de padrinho da banda aqui em Pernambuco, e pede uma salva de palmas a este produtor.

Tocam mais algumas do novo álbum e vem com uma surpresa, como disse o próprio Humberto Sobrinho: “Esta é em homenagem a um vocalista inigualável: DIO”. E tocam “Rainbow in the Dark”, com arranjos incrivelmente extraordinários (esta é a palavra certa – EXTRAORDINÁRIOS). Tocam mais algumas próprias, dessa vez umas levadas mais baladas e uma mega surpresa, pois tocaram RUSH e, pra melhorar, fecharam com Master of Puppets (Metallica).

                 

Ótimo show, ótima banda de abertura, ótima chuva (que forçou o pessoal a entrar) e excelente desempenho do HANGAR.