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Já era meia noite quando os Malditos de Belo Jardim deram início a mais uma noite de Metal Negro, no Bomber Rock Bar. Começou com a OCULTUS FUNERUS e seu instrumental “O Bestial”, música que demonstra um pouco de técnica de seu único guitarrista. O quarteto mandou as faixas: “Hino Profano” e “As Pragas”, com ótima performance do vocalista, que também não deixou nada a desejar aos fãs do Black Metal. 

“Nas Profundezas” e a faixa que da nome a banda, “Ocultus Funerus”, mantém-se na mesma linha. Por fim os malditos mandam “Deathcrush” (Mayhem do album misteris dom Satanas - aclamado e polêmico álbum), que foi tocado com perfeição e bestialidade pelos OCULTUS FUNERUS.

Após um pequeno intervalo, era o momento da Horda UNGODLY PRIEST fazer sua apresentação. Realmente foi uma apresentação digna. Com visuais carregados e munidos de heresias, também, competentes riffs - cortesia de seu guitarrista.

Logo no início temos “Profanação a Cristo” e “Incredolus do Abismo”, que comprovam facilmente minha análise. Podem até não ser uma influência direta, mas existe uma mescla da “Nova” escola finlandesa tais como: Azaghal, Sataniac warmaster e Horna.
Todos seus integrantes tiveram boas performances, mas o destaque foi seu vocalista com urros agonizantes e desesperadores.

Outras faixas que chamaram bem atenção foram: “Invocação a satanás”, “Com sangue da guerra” e “Filhos do Porco”, inclusive esta última sendo a melhor dentre elas. Todas as letras são em português e seguem bem focadas na destruição as religiões. A esta altura, houve um aumento no número do público, que fez presença a frente do palco e sua apresentação encerrou com “Profano sangramento”.

 O ABOMINATUS veio logo em seguida, apostando em um set longo, acabou fazendo uma apresentação cansativa. Direcionado em uma linha mais atmosférico. Faixas como: “God loves the dead” e “A dança da maldita profana” pouco chamaram atenção. O que pode ser visto foi uma certa dispersão do público. A banda utiliza bastantes teclados, outrora somem por completo, devido a falta de um baixista, talvez esse motivo tenha contribuído para o pequeno rendimento. Indo em direção a algo meio ‘Mactatus’ e outras influências um pouco confusas
acabaram por tornar meio Sintética a apresentação da banda. As faixas que mais chamaram a atenção foram: “God of fire” e a  “Seven Spirits” (música que fez parte do set da estagnada banda ‘Melacholic’ (Garanhuns).

Duas peculiaridades chamaram atenção: A permanecia do Baterista e novamente a ausência de um baixista, porém as similaridades ficam por ai. O MORBDUS faz uma linha mais direta. Lembrando o início do Marduk, com melodias obscuras, mas sem perde o peso. “Eternal” foi a primeira faixa a ser executada, para logo em seguida “The Lord of Darkness”, as duas faixas se enquadram bem, no perfil já citado. O seu vocalista mostra ter boas qualidades, assim como todos da banda merecem destaques. “Hells god” e “filho torto de deus” foram duas blasfêmias diluídas na madrugada do Recife. Quando tudo indicava que estava por vir outras boas faixas o show foi terminado bruscamente.

(Obs: não entrarei em muitos detalhes, até porque atitudes desse tipo não merecem ser mencionadas, apenas um idiota com comportamento infantil (em suma um verme).
 
O MORBDUS fez bem sua parte, e fica uma boa opção para uma futura apresentação novamente em Recife.

Não foi possível ficar até o final, pois o começo do evento demorou e tínhamos outras responsabilidades no dia seguinte.

(Texto por Krakum Santos e Willian Headbanger)