Texto e foto por Hugo Veikon

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A banda EM RUÍNAS, que tem suas origens em São Paulo e está em tour pelo Brasil, passou pela capital pernambucana no último domingo (21.09).Entendam: isso foi em pleno domingo, após um grande evento que aconteceu no agreste pernambucano, mas nada impediu que o bar do Reggae, casa que sediou esse atentado, ficasse lotada. Também pudera, pois um cast com as locais Firetomb, Malkuth,  Projjeto Macabro, Infested Blood e a visitante Em Ruínas foi excelente.

A mais nova delas se encarregou de abrir as portas do bar. Já com um atraso de aproximadamente 1 hora e meia a PROJJETO MACABRO veio com seu Punk / HC do inferno. O público demorou a perceber que a banda já estava se apresentando e a Projjeto Macabro garantiu seu público, pois era possível ver vários punks, inclusive a caráter, com seus moicanos e jaquetas com patchs. No começo, poucos se arriscaram a criar roda de pogo, mais até o final da apresentação da banda já estavam todos entrosados e se divertindo a um circle pit amistoso.

Pra dar uma acelerada na roda a banda FIRETOMB, que vem trazendo um público jovem e frenético aos show no Recife, enfiou o pé na pancadaria. Tocando as clássicas músicas do seu material lançando em 2010 (Hellvolution), a banda agitou mais ainda, fazendo a casa lotar. E o que já estava quente ficou parecendo um inferno! O som estava bem mais equalizado quando eles montaram sua aparelhagem e assim, Lucas, vocalista, chamava músicas como: "Devil Intervention",  "To Kill or to Die", "Fallen Man" dentre outras. Oportunamente também apresentaram uma música nova ao público, mas arrisco dizer que vi alguns já acompanhando ela no show, talvez por a banda ter disponibilizado um vídeo/áudio em rede social.

Após uma longa demora pra subir no palco veio a INFESTED BLOOD. Como o bar do Reggae estava muito quente foi comum ver as pessoas saindo para respirar um pouco, mas a demora da Infested Blood para ajustar o som ajudou o público a se refrescar. Tudo montado, povo menos quente... quem disse que os entusiasmos se acalmaram? A energia continuava. A apresentação começou com a mesma sequência que abre o álbum Demonweb Pits, "Bregan D'Aerthe" e "Mind Flayers". O público estava violento e bateram na mesa de som diversas vezes. Isto fez com que o show desse uma parada. Na ocasião, por pouco, o show não foi encerrado. Mas tudo voltou ao normal após um diálogo. A volta fez com o público tivesse consciência de suas atitudes. A banda voltou com "Impaler Deeds" e "Shadow Plane Sorcerers". O baterista Beto Santos foi o destaque da banda pois todos ficaram abismados com a velocidade e técnica que o mesmo usa. O vocalista Diego agradeceu a presença do ex vocalista da banda, Cristiano. Até imaginei que rolaria um convite para o mesmo subir ao palco, mas não rolou. Em seguida tocaram uma antiga " My Rigid Anatomy", que foi gravada pelo próprio Cristiano.

Era noite de festival, então já passávamos por Punk, Thrash, Death e agora era vez do Black Metal. A banda mais antiga em atividade do Black Metal pernambucano, MALKUTH, se apresentaria. Com 20 anos de luta, a banda tem um público fiel e sem baixar a bandeira eles continuam. Desta vez com nova formação, que marca a volta do baixista Metallikhus e apresenta o baterista Vetis. A “Reverência ao Bode” começa e a banda mantém o público. Eles fizeram um apurado na carreira. Tocando músicas de diversos álbuns, como foi o caso de "Insatiable Thirst for Blood", também surpreenderam o público com "Azimã: The Doctrinator of the Sexual Arts", música do clássico e raro álbum The Dance of the Satan's Bitch. Depois, continuaram reverenciando o bode com um set list regado de blasfêmia com músicas como "Blaspheming God". Ótima apresentação, mostrando que pode-se fazer um festival reunindo várias vertentes.

Infelizmente não foi possível ficar para conferir a apresentação da banda EM RUÍNAS, devido ao atraso e confusões que atrapalharam o andamento do show.

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