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20 de abril de 2012 começou a 20ª edição do Abril Pro Rock (APR), o maior festival de música alternativa que ocorre em Pernambuco, mas foi em 21 de abril que ocorreu a noite que concentrou o estilo musical que compete a este site.

A partir das 17h, na frente do Chevrolet Hall, já se concentrava diversos camisas preta, dentre eles apreciadores do bom Hard Core e do Heavy Metal.

E a primeira banda a subir no palco foi a pernambucana Pandemmy, que vale lembrar ganhadora do último W.O.A. Pernambuco/2011. A banda agitou o pequeno público que apesar de pequeno respondeu em nível o que a banda colocou em prática. A Pandemmy tocou músicas de seu Debut/2009 (Self Destruction) e de seu material Idiocracy de 2011, porém foi na execução do cover da Sepultura (Troops of Doom), que o público mais aglomerou.

Estranhamente um placo armado no centro do Hall da casa provou atenção e curiosidade no público, era a banda Test, oriunda de São Paulo, dois insanos que fazem um Grind Core violento (fotos que não nos deixa mentir) e poderíamos dizer que a mesma não segue um único estilo, mas talvez o grind seja o que veste melhor esta banda. O vocalista/guitarrista João conhecia a fama dos pernambucanos, quando se tratava de roda, porém o vocalista foi atingido pela mistura dos Hard Cores e Metaller que entraram na circule pit formando uma só tribo. A banda contou ainda com a participação do vocalista da banda Facada (CE), James.

Segunda banda a Pernambuco e terceira a subir no palco do cast do APR foi a Firetomb, esta já conhecida pelos bangers que frequentam os shows mais undergrounds da cena local. A banda mostrou músicas de seu CD oficial Hellvolution. No começo da apresentação o microfone do vocalista, Lucas, parecia um pouco mais baixo, se comparado com o backvocal, mas logo foi resolvido. A dupla de guitarra Randal e Marcos Paulo mostrou entrosamento, somando com o poderio da bateria de Luciano, que estava muito bem equalizada a banda agitou bem o público.

A quarta banda da noite foi a Hellbenders, de Goiás, a banda toca um stoner rock, mas é um estilo que este site não é muito especializado, então não saberemos julgar a música da banda, mas ainda sim podemos afirmar que agradou o público da noite.

Leptospirose foi a banda da vez, que agitou 99% do público, o 1% estava comprando combustível para voltar e completar o 100%. A roda que a banda provocou comprova que foi de agrado. O hard core executado deu trabalho aos seguranças contratados, que não sabiam diferenciar brincadeira de violência. O vocalista da banda, Quique Bronw, pediu a compreensão desses profissionais afirmando que aquele era o momento novela da “molecada”, considerações feitas agitou mais o público.

A vez da banda italiana, Cripple Bastards, sentir o calor do inferno (em temperatura e agitação) que é Recife. A banda toca um thrash com grind, que a meu ver não provocou agitação no público, até mesmo porque o vocalista pouco se mexia e os demais da banda também. O baterista era o destaque da banda, que destruía seu set-up com toda ênfase à violência. O vocalista cantava sem parar, de forma violenta, isso sem dúvida chamou a atenção.

Muitos já estavam cansados, e já sentavam por volta das lanchonetes da casa que se localizava pelo entorno do hall, quando a banda Ratos de Porão foi anunciada. A cena foi um tsunami de pessoas, correndo para o centro, era a maior circule pit da noite. Ratos de Porão já tem a chave de Pernambuco e todos respondem a cada movimento do Líder João Gordo, que em meio as músicas Clássicas desta banda (Crasse A): Contando os Mortos – Sofrer – Beber até morrer - Velhus Decréptus – Crucificados Pelo Sistema – Aids Pop e Repressão...

O mesmo fez críticas ao organizador do M.O.A. (evento que ocorreu no estado do Maranhão) e também se queixava com frequência de seu retorno e da equipe técnica, mas deu continuidade a sua apresentação e em meio a outros clássicos a banda encerrar sua apresentação.

Com um pequeno intervalo para uma nova passagem de som, vem os bruxos mexicanos, a Brujeria. A banda causou muito impacto a todos, também cativando quase todos que ali estavam. A banda oscilou músicas do Matando Güeros – Raza Odiada – Brujerismo, atingindo a gerações atuais e uma geração que acompanhou a banda em um tempo mais atrás. Teve cenas hilárias que palavras não explicariam, mas que fotos podem explicar melhor.

A Brujeria convidou ainda João Gordo para acompanha-los na música La Migra, que também contou com o coro do público. Um dos vocalistas da banda desceu do palco e foi agitar com o público, isso mostrou a vontade de não só apresentar-se, como também de se divertir. De fato, a Brujeria é  uma banda que vai ficar pra história das headlines que tocou na capital pernambucana.

Para finalizar a noite, os americanos da Exodus, que nos devia uma apresentação de anos passados, sobe ao palco e pega o público já cansado, porém resistente. A banda tocou músicas de diversos álbuns, sendo essas faixas: A Lesson in Violence, Toxic Waltz, Bonded by Blood, Strike of the Beast, And Then There Were None, War is my Shepherd… e outras, perante dívida passada aos bangers pernambucanos a banda faz um longo show que vai ficar para história. O APR vem fixando cada vez mais seu nome e todos esperam ver novamente bandas da cena local e mundial.

E por fim, para quem saiu casando com o objetivo de ir pra casa hibernar de tão cansativo que foi a 20ª edição do APR se deparou com banda Test avaliando a última energia que restava na bateria do público e que foi correspondida a altura. Pois é, temos carga reserva!

Resenha por Hugo Veikon
fotos: Hugo Veikon e Willian Headbanger

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