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Show do ANGRA é sinônimo de casa cheia, então colocar a CARAVELLUS para abrir foi uma sacada primorosa do produtor João Marinho (Blackout Discos) e de Marcelo (Incartaz). O público fiel compareceu logo cedo ao local, mas como de costume houve um pequeno atraso. O interessante é que haviam Metalheads de várias idades, ou seja, pessoas muito novas (crianças e adolescentes), pessoas de meia idade e outros mais velhos um pouco. Todos querendo curtir o Angra com o peso da fase antiga e a nova levada melódica que a banda faz atualmente (como eles mesmos disseram, mais soft). Mas também havia o público da banda Caravellus, que também fazia tempo que não tocava por aqui.

Os portões se abriram e logo a banda de abertura, CARAVELLUS, iniciou seu set list com “Behind the Mask”. Sem dúvida que maior parte do show seria do seu CD Knowledge Machine, afinal, seria show de lançamento tanto do Angra quanto do Caravellus, pois desde que a banda lançou este material não subia em palcos e nada como desenferrujar tocando ao lado da Angra.

Um breve agradecimento após a primeira faixa e eles continuam com “Corsairs in Black” (escolhida como música trabalho, tanto que a banda a selecionou para clipe) e manda “Gates”, uma faixa do trabalho de 2007. A banda estava agradando com seu Power Metal, mas migrou seu som para o Thrash Metal e nos brindou com um cover do Sepultura (Slaves of Pain) com arranjos de teclados. Ficou interessante a versão. A simpatia, competência e presença de palco de Raphael Dantas faziam cada vez mais o público, ali presente, agitar.

Em vários momentos o vocalista pedia palmas, roda e perguntava se a banda agradava. Não tinha como, pois quem já conhecia a banda passava a gostar cada vez mais, e quem a conhecia apenas de nome, passou a admirá-la, pois eles estavam em um ótimo sincronismo, apesar de o som estar muito alto e deixando o som um pouco sujo.

Eles deram seqüência ao set oscilando músicas do Lighthouse and Shed e do Knowledge Machine. Tocaram “Forbidden Book of the Deads”, “Dance of Damnation” e fecharam com “Between Demons and Angels”. Parabéns pela ótima performance da banda e por sua qualidade musical.

O atraso enorme, de aproximadamente 40 min. deixava o público, ora ansioso, ora irritado. Os roadies testavam instrumento por instrumento, quando o público passou a gritar pelo nome do ANGRA. Então sem muita demora “Intro” e “Arising Thunder”, respectivamente, tal como o CD AQUA, material de divulgação de 2010.

Mas quando a banda vem com “Angels Cry”, acerta em cheio o gosto dos Metalheads pernambucanos. Uma faixa antiga, outra época da banda, tanto em formação bem como em groove. Como o repertório da noite era extenso eles não se prolongaram muito e executaram “Waiting in Silence”, “Streets of Tomorrow”, uma era mais pesada, músicas de todo seu histórico.

Mais uma vez era hora de exibir o trabalho elaborado por Eduardo Falaschi (v) – Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt (gs) – Felipe Andreoli (bx) – Ricardo Confessori (bt), faixas do cd Aqua era o momento em questão, então eles atacam com “Lease of Life”, quando a bateria apresenta um problema. A banda tem competência e muda seu set colocando “Make Believe” em uma versão quase que acústica, porém, depois de resolvido o contratempo, Confessori entra a tempo de acompanhar o final dessa faixa e o set volta a sua ordem predefinida. “The Rage of the Waters”, “Heroes of Sand”, “The Voice Commanding You” (Com Rafael nos Vocais), “Lisbon”, “Awake from Darkness”, “Nothing to Say”, dentre outras.

Até que a banda informa o final do show, após quase 1 hora e 30 minutos de apresentação. Mas os bangers clamam pelo nome da banda, e rola aquele famoso bis de banda headline, mas com o Angra foi diferente, pois tocaram “Heaven and Hell” (BLACK SABBATH) com os músicos trocando seus instrumentos. O mesmo fato aconteceu em “For Whom the Bell Tolls” (METALLICA) desta vez com o Kiko nos vocais, Rafael no Baixo, Felipe na batera, Confessori e Edu nas guitarras.

Bem, é inquestionável a qualidade e competência musical dos músicos da Angra. O tempo de set selecionado pela banda também foi bom. Só tenho a lamentar a qualidade da aparelhagem de som, o volume dos equipamentos e a acústica do ambiente, que nunca ajuda.

Mais uma vez Angra satisfez seu público nesta cidade e a Caravellus também confirmou que tem público em seu estado.

 

Texto e fotos por Hugo veikon
Revisão por Léo Quipapá