Texto por Hugo Veikon - fotos por Willian Headbanger

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Poderemos dizer que esta foi uma noite de várias estreias. Em mais uma realização da Alive Produções, que mesclou perfeitamente os estilos, o evento reuniu bandas de Doom Gótico, Speed, Death e Thrash. Isso é muito importante para mostrar como funciona a união dentro do metal, apesar de algumas vezes parecer utópico, mas este ‘cast’ mostrou que isso existe. Foi possível observar todas as bandas ajudando uma a outra, na hora de troca de palco (troca de backdrop, de suporte na bateria e passagem de som).

E como falamos em estreia, veio a banda SEEDS OF DESTINY, que com seu Doom Metal e grandes passagens de Gótico, estreou em sua cidade (Recife), onde tocou pela primeira vez, após ser estrelada no Garanhuns Metal Festival. Com a responsabilidade de iniciar a programação, o septeto tocou músicas do seu EP recém lançado. Abriram o ‘setlist’ com “Endless Waiting”, música que também abre o debut e deram sequência tal como o material lançando, daí veio “Wrong Choice”. O instrumental estava fiel ao material, mas ocorreram alguns deslizes, pois senti que o vocal de Amanda Lins era prejudicado pela altura do vocal de William Lira assim fazendo com que a mesma perdesse alguns tons. A banda garantiu um bom público, se comparado aos últimos shows com bandas do estilo produzidos aqui no Recife e pela quantidade de pessoas que resolveram ficar do lado externo da casa.

E pra continuar as estreias, a CONFOUNDED apresentou aos recifenses como ficaram suas músicas com o “novo” vocalista Leo Montana (que tem passagens em diversas bandas na linha mais splatter). Não seria nenhuma novidade que o ‘frontman’ traria algo de interessante para a banda, que se apresentou como um quarteto, já que houve uma baixa no line-up e agora eles contam com apenas um guitarrista. Agora eles carregam menos corre-corre e ‘jumps’ em suas músicas, pois ficou algo mais arrastado e adequadamente pesado (não confunda pesado com extremo). Não resta dúvida que a apresentação da banda agradou boa parte dos headbangers, mas a banda bem que poderia emendar uma música a outra para manter a energia, pois o intervalo estava extenso. Talvez fosse uma tática para recompor o fôlego. Eles vieram com músicas já da nova formação como “Pussyfer” e “Barbecult”, mas não esqueceram músicas mais antigas como “Possession”.

E mais uma estreia, desta vez na formação da ALCOHOLOCAUSTO, que fez a apresentação do vocalista Guilherme Belva, que trouxe a banda uma linha mais speed, trabalhando muito bem os vocais agudos (que me fez relembrar a também pernambucana Bonebreaker). A banda já subiu no palco aparentando mais profissionalismo e entrosamento, e iniciou a apresentação com uma intro, mas nada de intro mecânica e sim daquelas que já provocam o público ao ‘circle pit’. Foi possível entender as chamadas com os nomes das músicas “Thrash Banger”, “Flagelo Da Moralidade”... e assim continuaram seu setlist, sempre mandando o conceito da letra da música e em seguida mostrando a destruição. Eles no começo, de sua apresentação, disseram que iriam destruir o local e honraram o prometido.

Foi arriscado, mas foi muito foda ver isso, colocar a ALKYMENIA pra fechar o show. Primeiramente justificarei o porquê de eu considerar arriscado colocar a banda principal pra fechar o show: porque sabemos que o público do Recife não costuma chegar para ver a primeira banda da mesma forma que não ficam para ver a última. Mas esta noite teve algo especial, pois o público ficou até o final e assim que a Alkymenia passou o som e mandou uma intro, também executada ao vivo e recheada de groover, eles mostraram que estão sempre preparados para matar. Assim já iniciaram com a música do vídeo clipe, “Educated to Kill”, e todas as músicas são executadas tal como é no cd, desde arranjos de guitarras e mescla de vocais guturais, ao rasgado. Outra que mostra essa mescla foi justamente a da vez, “Negative Sense”. E a atmosfera de “Carnal Desire” é a mesma feita no álbum. O vocalista Lalo mandou o recado agradecendo a produção, às bandas e ao público. Aproximadamente 40 minutos de show parecia o suficiente, visto que já eram quase 3 horas da madrugada, mas por incrível que pareça, quando a banda já desligava seus instrumentos o incansável e fiel headbanger pediu ‘mais um...’ E eles mandaram uma da primeiro demo deles, uma música muito bem trampada que é “Sick Society”, na qual me pergunto, será que estará no próximo material a ser lançado no segundo semestre de 2015?

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