Texto e foto por Hugo Veikon
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Tido pra ser o último show do ano de 2015 na capital pernambucana, o Recife Brutal Fest, em sua primeira edição apresentou (ou pelo menos era pra apresentar) as bandas AGELON – BLAST AGONY – KRAPULA – ODDIUM. Aí você se pergunta “pelo menos era pra apresentar? Porque?” Bem a banda de abertura, AGELON, subiu no placo um pouco mais das 23h. Muitos entraram no Burburinho na expectativa de ver a volta do baterista Beto (ex Infested Blood) e os irmãos Marçal (Kiko e Fred). Mas a vontade de muitos parou ainda na primeira música. A aparelhagem do guitarrista Fred Marçal apresentou problemas (acredito que foi na fonte de energia) e não foi possível dar continuidade a apresentação. Muitos ainda se perguntaram se a banda voltaria ao palco na sequência ou no final, mas não houve essa possibilidade.

Inesperadamente os integrantes da BLAST AGONY receberam o chamado pra subir ao palco. Então, como ninguém esperava por isso houve todo um preparo, montar tudo de última hora e isso levou um bom tempo para, então, o show de fato começar. Já era um pouco mais de meia noite quando isto aconteceu. Depois de tudo montado, a banda derramou seu Death Metal extremo e tocaram cerca de sete músicas autorais. Em meio a essas, o vocalista Cristiano Alexandre convidou Pedro Tomaz (vocal da Necroholocaust) para subir ao palco. O público estava mais para apreciar do que agitar e além das músicas autorais eles mandaram um cover de “Kill Your Mother, Rape Your Dog” (Dying Fetus) para fechar o set list.

A próxima banda foi a KRAPULA, que trouxe novidade ao palco com a entrada do vocalista Júnior Vilar (ex Sad Icon), no lugar de Juca Soares. Júnior deu conta do recado e pra quem estava acostumado vê-lo cantar aquele Black Metal do Sad Icon se surpreendeu. Após uma intro eles já criaram uma aproximação do público ao palco. Eles foram oscilando músicas novas com antigas composições e das antigas tocaram todas da antiga fase! “Obscene Lesbianism” – “Breaking Teeth” – “Mutilated Embryo” – “Decayed Hymen”. E como todos sempre comparam a banda com aquela pegada Cannibal Corpse, eles não tiveram dúvida no cover pra executar naquela noite, a cozinha com o baixista Bartô e Danilo Duca na bateria chamou a música “Hammer Smashed Face” (Cannibal Corpse) e o guitarrista Graydson Romano se garantiu assumindo sozinho todas as bases de guitarra. O cara fazia as bases e as harmônicas que esta música explora. Não tem como negar que o cover, evidentemente, agitou o público.

Pra finalizar a noite veio a ODDIUM e por incrível que pareça o público, que não foi muito, se manteve até o final. Eles demoraram um pouco pra se acomodar no palco, mas depois de tudo resolvido o som ficou bastante definido. A bateria de Eduardo soava mais natural sem trigger (ou se usou, deixou bem suave) e isso permitiu uma melhor audição do setup do batera, sem falar da pegada do mesmo. O vocalista Jorjão agradeceu a todos que ainda se mantiveram na casa e arriou a lenha. Eles tocaram cerca de 9 músicas e oscilaram músicas do seu Debut (Tosco – álbum não oficial) e do “Omnium Finis Imminet”. Particularmente, gosto quando o vocalista antes de chamar a música fala do que ela aborda e é assim que Jorjão apresenta boa parte de suas músicas. Foi mais uma ótima apresentação da Oddium, que infelizmente tocou muito tarde naquela madrugada e em um show que mais uma vez teve um baixo público. O Oddium já se mostra há um bom tempo uma banda de total capacidade para abrir grandes eventos, pois é composta por músicos experientes, com atitude profissional, mas falta ser reconhecido pelos curadores da região.

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