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A banda de Death Metal HORROR FACE foi formada em 2007 e ao longo desse tempo nunca havia se apresentado na capital pernambucana. O primeiro foi realizado no dia 18 de setembro de 2010. A banda fez um ótimo show no evento organizado por este site.

O show começou exatamente na hora divulgada, 19h, com poucos metalheads no local. A banda não se intimidou, e mandou ver com suas faixas iniciais Horror Face e Disease and Misfortune, mas o som não estava de acordo com o desejado. Normal para qualquer início de show. Alguns ajustes nas guitarras de John e Eder e deram continuidade.

Na seqüência tocaram Thirsty for Cruelty, Cadaver Ocultation e Hospital Virus infection. O vocalista Nilson parecia estar se apresentando para um grande público, pois a energia que ele passava já instigava os poucos presentes. Mas como haviam muitas bandas o tempo era curto, finalizaram o seu set com Biological Disaster e Worms Corroding the Face. A banda está de parabéns! Apesar do curto tempo no palco naquela noite, mostrou que tem um forte Death Metal.

A segunda atração seria a Lethal Rising, mas por algum motivo a banda não pode se apresentar e não foi informado o motivo de tal lacuna.

Sem perder muito tempo, sobe ao palco a FALLING IN DISGRACE, banda formada por Nilson (vocal), Marcio (guitarra), Hugo (bateria) e como suporte da banda o baixista Marco Moraes. Os caras subiram, plugaram seus instrumentos e começaram a tocar sem muita demora. A banda apresentou, de cara, Killer Instinct, uma faixa contida no seu debut demo e logo em seguida um cover da RDP. Não muito satisfeito com o som, mexeram um pouco. Depois dos ajustes, tocaram Blood in the Eyes (uma das melhores músicas que a banda tem em sua demo), e Olhos de Canhão, esta cantada em português.

A banda mandou um cover que parece ser fonte de inspiração: Korzus (com a faixa Catimba). Faltava pouco tempo para cumprir o set e a banda mandou a última própria, Without Reason for Living e não muitos satisfeitos o vocalista se retira do palco e o guitarrista Márcio assume o vocal, mandando o cover de Chopped in Half do Obituary. Apesar de alguns erros ao longo da música se saíram bem. Vale destacar a semelhança do vocal, que nos faz lembra a voz de John Tardy

Exatamente às 20h55, sobe ao palco a 3° banda da noite. Mais uma revelação de Pernambuco: ANTROPOFAGIA. A banda manda ver num som próprio num estilo Grind, com influências de bandas como Sepultura, Napalm Death, Slayer e Mumakil. Fundada em 2004 e com a formação atual com João (Guitarra), Fernando (Baixo), Augusto Matoso (bateria) e Léo (Vocal), é iniciada a apresentação.
O vocal destruidor de Léo Montana é aquecido com três músicas de autoria própria da banda e executadas seguidamente: Psicopata Suicida, Ou Vaza ou Morre e Cu. Eles empolgaram o público até a última música, mas no inicio dava-se para ouvir pouquíssimo o som do baixo.

                

Para que todos os bangers destruíssem seus crânios a próxima paulada foi a Diarréia Cerebral. Nesta faixa houve uma melhora bem notável no som do baixo, fazendo com que a apresentação ficasse perfeita.
Logo em seguida foram executadas Coprofobia e Obsessão induzida, ambas executadas em bom som.
O set foi todo apresentado sem muito “lenga lenga”, nem os próprios músicos tiveram descanso. Na destruição total dos vocais de Léo, que derruba tudo e todos por onde passa, quando a banda executava a 7° música Excrements of Torture, eis que surge o cabo da guitarra de João, que em questão de segundos foi “destruído” por Léo em uma de suas sacudidas. Neste momento é parada a apresentação para encaixe do mesmo; Enquanto os fãs agitam e gritam é dada a frase fatal por Léo: ”Vamos nessa, que merdas acontecem.” A apresentação segue como se nada tivesse acontecido, seguindo com Hiperlomania, na qual o nome já diz tudo, Matar ou morrer, I’m Single (que, por sinal, foi uma das melhores da noite), Benzinho e A.T.T.
Quando os Bangers pensavam que a apresentação iria terminar ali, para delírio dos fãs foi tocado um cover de uma influência clara da banda: Crianças sem futuro dos mestres da pancadaria e da destruição, R.D.P. Com um ótimo entrosamento dos músicos e público, foi encerrada a apresentação com cerca de 30 minutos de duração. Tendo feito um ótimo show, a banda se despediu do público cientes que realizaram um belo show que aqueceu e empolgou bem a platéia para o que ainda estava por vir na noite.
 

Hora de uma das bandas mais antigas do Recife mostrar seu trabalho, o THE AX. Fundada nos anos 80, liderada por Washington (guitarra e voz), Hermirio (baixo), Phillipe (bateria). Logo nos primeiros acordes da guitarra do THE AX, os bangers ficam só a admirar o instrumental e sem demora eles entram com All Tolerance, Cross Out of the Book, ambas do material lançado este ano. A black list continuou com uma faixas das antigas, The Crematorium Waits for Us. A imensa roda Thrash Metal formada não me deixa mentir a satisfação do público. Eles tocaram mais duas músicas próprias para começar a sessão cover.

Logo após alguns agradecimentos, o anúncio de In The Name of Tragedy do Motorhead e não foi preciso dizer o que aconteceu novamente: roda. Os bangers enlouqueceram e para manter o clima, a The Ax mandou mais faixas próprias dentre elas uma instrumental e detonaram outro cover. Até parecia que as bandas Falling In Desgrace e Antropofagia tinham combinado, mas foi mera coincidência, o The Ax também tocar um cover do R.D.P. Só tenho elogios ao ver a enorme roda de pogo que se abriu ao tocarem Crucificados pelo Sistema. Como a banda está com o stuff intitulado Postcard From Hell, eles mandaram mais faixas deste material
Um set list até longo, tocado dentro de 40min. A banda tinha poucas palavras só o que interessava era mutilar os corpos presentes. Já próximo do fim da apresentação do The Ax, Washington chamou Alcides da banda Inner Demons Rise para cantar um cover do Unleashed, mantendo assim os bangers na loucura. Encerrando assim a melhor apresentação do The Ax que presenciei.

A vez de massacrar agora é dos Pernambucanos do AHRIMAN. A banda está na luta desde 2004, mostrando que em cada show realizado conquista cada vez mais o respeito do público. Formada pelos músicos: Edgar Soares (guitarra), Phill (bateria), Leandro (baixo) e Pedro Henrique (Vocal), foi dado início a uma verdadeira aula de Death cru e original! Tocando músicas de seu cd/demo Apology for destruction, os caras  estão evoluindo a cada dia e abrem a apresentação com a instrumental March of Black Spirit Ressurrection, seguida de Revelations ambas executadas em bom som.

Em seguida é executada Impurity, que, além de rápida, é iniciada com vigorosos guturais, bumbos matadores e riffs alucinantes. Seguem o set com Chaotic Atmosphear, na qual destacam-se os sons  da guitarra. Nesta mesma apresentação aconteceu um pequeno incidente pois o fio do microfone caiu, mas o vocalista Pedro o encaixou sem atrapalhar o restante da apresentação.

É dada uma pequena pausa para a banda mandar ver na 5° música da noite a Paradise in Sodomize. Nessa música os caras brincam com os riffs e é marcada por uma forte e agressiva presença da bateria, fazendo com que fosse aberta uma roda na qual a pancadaria comeu no centro! Para fechar com chave de ouro, foram executadas Massive Pain For the New Flesh e I Must Kill My Enemies, o que fez com que o público da noite permanecesse satisfeito com a apresentação. O espetáculo do Ahriman teve duração de 30 minutos, encerrando-se as 23h20.

A próxima e última atração do evento ficou por conta da FIRETOMB. Os caras precisavam fazer bonito para encerrar a noite tão animada. A apresentação da banda teve início ás 23:35. A banda foi formada em 2004 e há uma forte similaridade aos caras do Metallica, tanto nas músicas criadas quanto no timbre de voz do Lucas Moura. A banda é completada por mais 4 integrantes: o Randal Silva (guitarra solo), Marcos Paulo (guitarra), Risaldo Silva (Baixo) e Luciano Silva (Bateria).

              

O show é iniciado com as músicas Between e Devil Intervention. Aproveitando o agito dos bangers também foram executadas Fallen Man e Thrash Metal. Só destacando que os caras fizeram bonito, apesar da mesa de ajustes do som permanecer em cima do palco (pois quando a mesma é encontrada abaixo do palco, o técnico tem a mesma noção de som que o público). Mas outros fatores ajudaram para que o evento seguisse em frente: a animação do público, a iluminação, o gelo seco. Tudo isso ajudou para um melhor registro da noite. Vale ressaltar também que o Firetomb teve esta apresentação como uma das melhores realizadas até agora, na qual o público titulou como melhor banda da noite, fazendo com que se cumpra em fechar a noite com chave de ouro. A apresentação já ia bem, tendo como tendência só melhorar, quando é anunciado o cover do Metallica com a música Whiplash. Nessa hora foi formada uma grande roda de bangers enlouquecidos tornando a apresentação mais perfeita ainda. O som estava bem parecido com o Metallica das antigas.

E não parou por aí!

Foram tocadas músicas como Don’t  Surrender e To kill or to Die. Nesta última, a pele do caixa da bateria de Luciano estourou, fazendo com que fosse pedido a ajuda de Washington (vocal/guitar do The Ax), para ser emprestada a caixa da banda para executarem a última música do set: a faixa-título do cd “Hellvolution”, gravado em 2010.

Enfim é chegado o fim das apresentações de todas as bandas. Pode-se dizer que a organização estava foda, o público em si deu um grande show! Parabéns a todos que fizeram da noite uma grande festa. Parabéns às bandas e aos bangers que apoiaram o 1° Arena Metal Festival.

 

Texto por Mirella B. Figueiredo ( Antropofagia - Ahriman - Firetomb)
 Willian Headbanger (Horror Face - Falling in Disgrace  -  The Ax)
Fotos por Hugo Veikon e Dezza Ganny
Revisão: Léo Quipapá