Texto por Willian Headbanger  -  Fotos por Dezza Ganny

 

Mais outra noite brutal na cidade de Recife e o cenário novamente é o Bomber Rock Bar. Os bangers não decepcionaram e compareceram em quantia satisfatória, provando o excelente momento em que se encontra a cena Metal Pernambucana. Este show, em especial, marcou o grande feito da Tour da “fodida” Infested Blood. A ausência da paraibana Infected Mind fez a banda de Death Desalma iniciar ao Show.

A DESALMA abre com um set de pancadaria, em todos os maléficos sentidos, destruindo tudo sem muita conversa fiada, colocando abaixo este nosso novo point. O Power trio começa abalando as estruturas com “Vingança” em seguida “Carcaça”. Infelizmente houve alguns pequenos problemas técnicos por parte do som da voz, que não se ouvia nas duas primeiras músicas citadas, mas logo foi sanado e mandaram “Mais um templo” e “Tortura”, tocadas com o áudio já regulando e que começaram agitar um pouco os bangers que ainda chegavam.

“Em Chamas” esquenta ainda mais a apresentação dos “desalmados”, que mandam mais duas de suas obras: “Fragmentos” e “Corpo Seco”. Demonstram mais uma vez um extraordinário entrosamento de brutal death. Já próximo ao final da apresentação, metralharam mais duas músicas: “Desprezível” e “Desalmo”. Ótima banda.

 Com a mesma empolgação de sempre, a CANGAÇO mostra porque venceu o W.O.A Battle (batalha do Wacken). Dando início a sua apresentação eles tocam “Statu Variabilis”, que esquentou ainda mais a chama do Bomber Rock Bar. Em seguida, mais duas ótimas obras dos “cangaceiros” do metal pernambucano “Ghosts of blood” e “Logical Mistakes”, mostrando todas as suas particularidades com seu estilo único de compor músicas com elementos culturais sem perder o feeling. Empolgou boa parte dos bangers presentes, que retribuíram na mesmo intensidade. Sem muito arrodeio mandaram “Devious Instinct” do Monstrosity, muito bem cantada por seu guitarrista psicopata, ainda rolou duas das suas abras, que mais uma vez demonstraram uma excelente técnica fora do comum, sem perder o peso, forma: “opposing” “Devices of Astral”, já próximo ao fim do set list, mandaram a “Throgh the Eyes of Greed” (Sadus), por fim mais uma das suas: “Corpus Alienum”.

Hora da mais esperada banda da noite, o show da doentia INFESTED BLOOD. Surpresa nos primeiros segundos em que a banda sobe no palco devido a ausência do seu vocalista Cristiano, que, pela explicação dada pela banda, se deu por motivos pessoais. O cargo foi ocupado pelo guitarrista Diego, que acumulou os dois papéis na banda. Dando início ao show, vieram com “Gate to Alien Dimension”, com doses cavalares do imortal Death Metal.

 Destaque para o vocalista e guitarrista, que mostrou estar bem seguro quanto seu novo posto, sem deixar a desejar. “Sudden Black Hole” e “Impaler Deeds” seguem e na sequencia, rapidamente uma roda mortífera se abre diante ao palco. Também tocaram “Denizen of the Lower Planes”, uma faixa nova e bem aceita pelo público.

 “The Art of Cannibalism” do debut e em seguida “Unearthly Menace” tem seu insano baterista Beto Santos mostrando disposição para ensurdecer os bangers presentes. O caos total foi em seguida com “Apocalyptic Effigy of Chaos” (cuja letra foi vomitada por Diego), “Purifying with Gore” e “The Sentient Artifact”, Em seguida mais toneladas mortais com “Killing Through the Portals”, “Death Talks Through of My Hands”, que levaram os espectadores a quase demência total (e isto, claro, considerem um elogio) e “Possessed by the Blood”. O cover do SUFFOCATION, que é uma banda que é quase uma instituição do estilo, “Infecting the Crypts”, foi tocado com uma grande selvageria e, para a infelicidade, tocaram a saideira, “My Rigid Anatomy” encerrando uma grande apresentação. O Arena assim como o metal pernambucano os desejam boa sorte.

A ROTTING CHRIST cover ficou encarregada em encerrar o show. O set foi praticamente o mesmo que realizaram em Jaboatão: “King of a Stellar War” deu uma clima bem sombrio a madrugada da Veneza brasileira. “Thou Art Blind”, mais outra das terras gregas  e “Sorrowfull Farewell”, com destaque para o baixo, que desta vez estava presente. Em “The Fourth Knight of Revelation”, destacou-se o baterista Ricardo Necrogod, que mostra dominar bem tal estilo. “Non serviam” e “The Fifth Illusion” fizeram os bangers abrirem roda, no entanto, relativamente pacífica. “The Sign of Evil Existence” e, principalmente, “A Dynasty from the Ice” contam com peso gerando pequeno agito no público, que nesta hora boa parte já se mostrava esgotado. Tocaram ainda dois extras, foram: “Shadows Follow” e encerraram o show quase matinal ao som de “Archon”. Ótima banda que compôs este “fodido” cast.