GALERIA DE FOTOS (por Willian Headbanger)
Texto Willian Headbanger

O Alive Studio e Divulgação se consagrou por organizar alguns eventos, que logo viraram rotina para o cenário de todos os segmentos do Heavy Metal desta região. Dentre alguns festivais, podemos dizer que esta produtora fixou em seu calendário de shows anual o Carmetal e os diversos shows covers que anteriormente promovia, desde então não parou de  proporcionar esse momento de lazer para todos os headbangers e oferecer oportunidades para bandas.

Então assim, nos dias 13 e 14 de Dezembro, o Alive resolveu fazer o evento usando seu nome, o Alive Metal Fest, e os bangers ganharam dois dias de muito Metal com vários de seus sub gêneros. A primeira noite o show ficou por conta das bandas: Pandemmy - Cangaço - Infested Blood - Woslom - Nervochaos.

Foi incrível ver que a casa (Teatro Maurício de Nassau) lotada já na primeira banda a se apresentar, naquela noite (13). A PANDEMMY garantiu que sua credibilidade anda a mil, e isso sem dúvida é merecedor para uma banda que vem lutando. E mostraram que apesar da baixa que sofreram em sua formação pouco tempo atrás não abalou a banda, muito pelo contrário, a banda parecia muito mais sólida. Em divulgação do álbum "Reflection & Rebellions", lançado neste ano de 2013. Iniciaram o show e foram 'linkando' uma música a outra, sem dar muita pausa para o público, e como a casa não é muito “refrescante”, o calor ficou infernal. A banda soou bastante pesada, bem mais que o CD, até porque a mudança de músicos do álbum para ao vivo são outros. André Valongueiro trabalhava bem mais o gutural e notamos em músicas que já são clássicas da banda como a "Idiocracy", muito embora "Without Opinion" também ganhou esse peso, seja ele em riff ou trabalho de double bass.

Falando em bateria, o entrosamento e empolgação da cozinha (baixo e bateria) da banda dá ânimo pra quem assiste a apresentação da PANDEMMY. Sem dúvida a banda tava muito bem ensaiada. O que eles fizeram de diferente das demais bandas do cast da noite foi não terem tocado um cover, algo que sempre fizeram, mas arracaram diversos gritos ensandecidos, inclusive um 'mosh' na apresentação da música "The Age of Mammon". E encerram com a mais pesada da noite "Heretic Life" mas, como disse Valongueiro, “o que é bom dura pouco!”.

Logo veio o trio CANGAÇO, outra banda que consegue lotar as casas por onde passa. Quando a banda apresentou a primeira música, deu uma pausa para os últimos ajustes em seu som. Só que o público não queria intervalo, mas a banda estava também preocupada com a qualidade do som para seu público. Reajustado, vamos de "Sete Orelha" e diversas outras músicas de peso e técnica. É incrível como essa banda consegue fazer essa mescla de Heavy metal com passagens de melodias de ritmos regionais e ainda romper preconceitos, pode-se observar isso em "Bombardeio do Ceará". A banda parecia não seguir um ordem de música previamente escolhida, pois se conversavam antes de executar uma das canções. A grande maioria das músicas foram extraídas dos álbuns Positivo (2011) e Rastro (2013), que fazia o público vibrar insanamente a cada música. E vibraram muito mais quando o power trio homenageou Chuck Schuldiner, que coincidentemente faleceu exatamente dia 13 de dezembro, mas há 12 anos atrás. A banda encerrou com uma homenagem a Luiz Gonzaga, novamente mesclando o Heavy técnico com elementos regionais.

Para esquentar mais ainda a casa, sobe ao palco a INFESTED BLOOD e todo o pandemônio. A banda, que vem divulgando seu mais recente lançamento Demonweb Pits (2013), concentrou boa parte do setlist neste material e o vocalista/guitarrista  Diego dedicou, inclusive, a faixa título ao falecimento amigo Giva, fato ocorrido no retorno do show do Benediction, no dia 07 de dezembro. É normal ver o público apenas observando a apresentação da banda, pois a velocidade que as músicas são executadas por esse power trio é absurda. Ainda tocaram "Impaler Deeds", uma música do álbum Tribute to Apocalypse, a duas do Master of Grotesque ("Infernal Entity" e "Victms of the Dualism"). Ainda teve a clássica "Psicologia de um Vencido". O show foi perfeito! A parte de inclusão de vinhetas antes de algumas músicas, a iluminação, a sonoridade de todos os instrumentos estavam soando na altura ideal... Este foi o momento mais apropriado para a banda voltar tocar em sua casa.

Hora da WOSLOM, banda oriunda de São Paulo, mostrar seu Thrash Metal ao seus seguidores do Recife. Após rodar a intro, a banda chama seu primeiro atentado da noite: "Haunted by the Past", do aclamado Evolustruction. Foi o suficiente para empolgar o público que esperava a apresentação da Woslom.

O guitarrista Rafa Iak tava a todo vapor e despejava solos e bases a toda hora. Os bangers chegaram a executar moshes a partir da energia das músicas. O som da banda tem total influência do Thrash Metal americano e a banda Testament soa como boa base de referência para esses caras. Vieram ainda músicas como "Pray to Kill", "Mortal Effect" e "Time to Rise". Realmente um grande show na noite, pois a Woslom é uma banda que consegue ter performance, tocar bem e com músicas empolgantes. Esperar mais o quê? Apenas mais uma visita desses animais por este estado.

A NERVOCHAOS é uma banda que parece fazer questão de tocar no Nordeste e sabe que Pernambuco sempre os recebe de braços abertos. Desta vez a banda trouxe o auxiliar de som Trek Magalhães para construir a metralhadora. O som ficou pesado e 'clean' e assim como a apresentação das outras bandas esta também foi curta, mas válida, pois a banda consegue ver o que ela construiu em 17 anos de carreira. A banda trouxe em seu 'setlist' "Dark Chaotic Destruction", "To the Death" e a clássica "Total Satan", então dá pra notar que velocidade não faltou naquela noite, apesar de boa parte do pública já ter ido embora, por já estar um pouco tarde. O final da apresentação a NERVOCHAOS veio com a "Pazuzu is Here" e "Pure Hemp".

Mais uma vez o Alive, sob o comando de Léo Frias, produziu um grande evento. Parabéns por mais um ano e desejamos que venha muito mais.

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