Mais um golpe foi deflagrado contra a estrutura arcaica das religiões e organizado, como de praxe, no Bomber Rock Bar. Já havia algum tempo em que um evento de música extrema fosse promovido em Recife. O bode acordou e está imponente, pronto para receber sua merecida Reverência.

Após um atraso considerado, o show tem início com a Uncivilized, banda esta que pratica um death metal de qualidade no que se propõem a fazer. Neste momento o público comparecia ainda vagarosamente ao evento e pudemos registrar a primeira faixa, “Father of Battles”, como destaque e em seguida “Seven Days Into The Battle Storm”, com uma veia mais pesada, por assim dizer. Os destaques da banda são Sandro Augusto (vocal) e Erik Cavalcanti (bateria), sendo, este último, uma figura já conhecida no underground de Recife.

Existe uma dose de Amon Amarth no som da banda e isso aparece em “Hidden in Darkness Veil” e “Flagellum of God”, que esquentaram bem o público, que a esta altura já estava bem razoável.

Minutos depois, o Rotting Christ Cover começou sua apresentação. Com line-up completo e com umas modificações no set, se comparado a shows anteriores. “Thou Art Blind” serviu para ligarem as turbinas e “The Fourth Knight of Revelation (do Thy Mighty Contract), movimentou os presentes na roda a deixarem ela um pouco mais caceteira. Tocaram “Non Serviam” (sempre certeira) e, após um pequeno intervalo, “King of a Stellar War”.

Em seguida, tocaram “A Dysnasty from the Ice” e “Archon”, do eterno Triarchy of the Lost Lovers. Clássicos, estes magníficos sons foram tocados nas pontas dos dedos. Destaques a todos os integrantes e também para a última faixa, que foi um cover não do Rotting Christ e sim do Dissection! Do essencial Storm of the Light’s Bane foi tocada a aclamada “Night’s Blood. Assim se encerrou mais uma grande apresentação.

O Malkuth não tardou a subir no palco, apresentando em seu estado de origem seu mais novo baterista, que se trata de Gladiathor (do R.I.P Soldier). O set foi bem variado e iniciaram com “Outro: Reverência ao Bode” do debut cd Dance of the Satan’s Bitch e que empresta o título ao festival. Após “Age of the Ax” houve alguns problemas no caixa do seu guitarrista, Sir Ashtaroth, o que levou algum tempo até serem solucionados.

Para os apreciadores mais antigos, “Azimã: The Doctrinator of the Sexual” também do debut e outra bem antiga: “Gilles de Rais, Lord of Rais” (contida nas primeiras demos e também no álbum Extreme Bizarre Seduction).
“Nyarlathotep” cumpre bem o seu papel, juntamente com a interessante “Warpagan’s Heart”. Esta apresentação contou ainda com a participação de Cristiano Insano (ex-vocal do Infested Blood) em Troops of Doom do (hoje famigerado) Sepultura.

O último show da noite foi do Jezebedth. Em plena madrugada, surge a, aclamada por poucos, podridão. Carregando em suas principais colunas de sustentação e influências duas pérolas dementes canadenses: Blasphemy e Conqueror. Estas influências vão das partes líricas, como as singelas “I’m the Demon of the Inverted Cross” e “Whores Fornification and Red Orgasm” às partes musicais como em “Wings of Destruction” e “Black Visions of Death”.

Imperdível para os verdadeiros necromanticos.
Saldo geral: Ótimas apresentações. Parabenizo todos os envolvidos com o evento e aguado outras oportunidades para rever as bandas. Novamente. O ponto negativo foi a questão do horário.

Texto por  Karkum e  Willian Headbanger
Fotos por Dezza Ganny e Willian Headbanger   -   Revisão: Léo Quipapá