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Como muita gente comentava nas redes sociais, sexta-feira 13 não será dia de Jason, seria o dia do Dying Fetus, mas o cast ainda contou com a participação de mais duas bandas pernambucanas, sendo elas Antropofagia e Decomposed God.

A responsabilidade de iniciar o show ficou a cargo da Antropofagia. O quartedo de psicopatas mostraram para todos bangers, que ali estavam, a qualidade da banda e que tem potencial. Com um som agressivo e direto os caras fizeram sua melhor apresentação até hoje. Destacando também a entrada do Artur, novo baterias, e o insano vocalista  Léo, ambos fazem um show a parte, o Gordo (baixista) tava muito empolgado e fez sua melhor performace de todas já vista por esta equipe.

Quandos achamos que já tava bom, melhou, quando João, guitarrista, deu os primeiros acordes, e a desgraça foi anunciada, era um versão muito foda grind/curst/death/antropodística de Troops of Doom, do Sepultura, essa merecia deverias ser gravada e ser lançada como bonus track.

Decomposed God começa e o som farrapa durante a execução da música nova. Quando tudo voltou ao normal, foi possível constatar que a banda ainda está no patamar das melhores de Pernambuco. Honestidade e precisão podem ser adjetivos muito bem utilizados para serem usados quando se tratam deles. A entrada de David na bateria não mudou a estrutura ou andamento das musicas.

O cara consegue manter a seção rítmica bem coesa. Os irmãos Jean (baixo) e Marco (guitarra) dão peso suficiente para impactar uma platéia. O vocal de André a cada vez que o vejo me surpreende mais ainda. Talvez os únicos porém são a falta de um segundo guitarrista e o fato da acústica do lugar não ajudarem a fazer com que as músicas dos caras sejam mais bem entendíveis.

Antes do show principal começar, foi possível ver John Gallagher (vocal e guitarra do Dying Fetus) vendo o final do show do Decomposed God e andando no meio da galera. Total descompromisso, nada de estrelismo e carisma extremo. Quando Trey Williams subiu no seu kit de bateria e sentimos que o som estava BEM mais alto e regulado, concluí que a destruição seria histórica.

Começar o show com Justifiable Homicide foi mesmo que assinar a causa mortis de um monte de gente. Incrível como a banda tem técnica e domina tanto seus instrumento como o público. Ganhar o público foi fácil e rápido, mas, diga-se de passagem, eles tinham munição suficiente para fazer isso e muito mais.

Diferente de outras bandas, até que eles não exploram unicamente músicas de seu último álbum, mas ouvir “Your Treachery Will Die With You” não foi surpresa. Particularmente, também vibrei quando eles tocaram “Homicidal Retribution”, do cd War of Attriction, de 2007. Nessa hora, muita gente se quebrava nas violentas rodas, outras se admiravam com a técnica dos caras, um doido chegou a subir na torre de iluminação e tentar um mosh, mas desistiu, outros nem sabiam que música tocava, mas acho que todos ali sabiam que aquele era um show maravilhoso.
Para o final, eles pegaram mais pesado ainda. A trinca ouvida e presenciada pagou qualquer valor de ingresso!

O que falar de Praise the Lord (Opium of the Masses)? Logo nos primeiros riffs, já era possível ver neguinho espancado, caindo no chão, vibrando...
Enquanto o vocal de John é mais gutural, Sean Beasley toca seu baixo como se fosse um instrumento simples, mesmo diante de toda complexidade de riffs e ainda tem um vocal mais Death Metal, menos grave, mas ótimo do mesmo jeito. Tudo isso se evidencia bem em Praise the Lord.

Outra faixa que os caras mandavam com ar de clássico foi “Pissing in the Mainstream”. O título da faixa às vezes fala por si só. Essa é uma banda excelente, com um histórico de ótimos cds e uma história que já beira 20 anos e ainda não alcança um estrelato similar a outras bandas de sua época. Mas fã que é fã nem liga pra isso. A banda está acima de qualquer mídia!
Para fechar, a ultra clássica “Kill your Mother, Rape your Dog”, cantada a plenos pulmões por uma platéia ensandecida, alegre e entusiasmada. Infelizmente, eles são da escola de shows curtos (esse durou cerca de 60 minutos) e várias faixas indispensáveis de sua carreira ficaram de fora, mas foi histórico!

Valeu Alcides Burn, Marco e Hate Music e público presentes! Se alguns acham que os brasileiros pagam pau pra gringo, fica a dica para que todos tenham profissionalismo e garra de bandas como Antropofagia, Decomposed God e Dying Fetus, que fizeram do final da sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012, uma boa noite para um bom público metal de Hellcife.

Resenha por Willian Headbanger (Antropofagia)
                    Léo Quipapa (Decomposed God - Dying Fetus)
Fotos por Willian Headbanger

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