Bandas: SERENITY IN FIRE

Categoria: Thrsah  Metal

Ano: 2015

 

Ah Minas Gerais!!!

Nem preciso mais dizer de onde saiu esta banda, SERENITY IN FIRE. O álbum foi lançado neste ano de 2015, com a junção de três selos (Eternal Hatred Records, Rising Records e Black Legion), e aqui se ouve uma mistura de Thrash com Death Metal. O material tem nove faixas sendo que a primeira é uma faixa intro que soa como filme de terror e as outras oito tem essa mistura brutal.

As músicas, na verdade, soam mais Thrash que Death, com riffs pesados e letras de fúria. Eles me fizeram lembrar várias bandas brasileiras atuais (como o Phrenesy de Brasília e seus conterrâneos mineiros da Scourge). A música “Fire Burns the World” já nos passa toda essência do álbum, mas a faixa “Two Faces” já me agradou mais. Apesar do álbum ser gravador por um trio, o baterista André Bastos foi apenas um convidado, o que direi ser uma pena, pois acho que o mesmo tem grande destaque na banda.

O que é interessante aqui, é que as passagens thrash vão além daquelas tradicionais pegadas core. A faixa “Kill Believers” é um bom exemplo disso. Esta faixa é muito boa, mas seria melhor se não fosse tão extensa (6min). Já algumas outras músicas até que poderiam também ser menores (sendo assim menos repetitivas).

As faixas “Inverted Crosses” e “Master of Darkness” nos fazem relembrar aquelas bandas mais antigas, até mesmo pela maneira mais despojada como Jiusepe Gáspari as canta.

“Die... My Symphony (Destruction)” tem tudo o que gosto numa música: peso, groove, legibilidade no que se canta, energia e cadência. Precisa dizer que essa faixa é a minha preferida do álbum?

A forma de deixar o som mais saturado e sujo deixou o álbum  mais pesado, mas se os solos fossem menos sujos, traria mais atenção para os mesmos.

Toda a arte ficou a cargo de Jean Michel e gostei pra caralho, porque de longe passa aquela impressão de inocência, mas quando se vir de perto é justamente o oposto.

(por Hugo Veikon)

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