Banda: SCOURGE

Categoria: Death / ThrashMetal

Ano: 2013

De Minas Gerais vem a banda mais pesada, no tocante de ódio, que eu ouvi este ano. E quando se fala em Minas o pessoal já cresce o olho e prepara os ouvidos, então vamos lá. Prepare-se! A SCOURGE foi formada em 2007, mas  nestes sete anos de carreira a banda nos apresentou apenas dois materiais. Começaram logo com um Full em 2010 (... on the Sin, Death, Lust and Hate...) e este novo material, Hate Metal, lançado em 2013. O nome do álbum retrata exatamente o que se ouve, tanto em melodia quanto em termos líricos.

Agora te pergunto: o que você pensaria ao ler músicas com títulos como "My Hate, My Dreams, My Revenge", "Sentenced to Die", "Angels of Warth" ou "Sacrifice of the Dead" ??? 

A intro se mistura a "Sentenced to Die" e aí você vai entender perfeitamente porque estou frisando tanto o ódio. Juarez Távora, que ocupa o baixo e o vocal já inicial vociferando "DIE!!!!"...  A musicalidade é puramente Death Metal, naquela velha escola, mas vou citar uma banda que me veio a cabeça ao ouvir este novo fuzil (leia-se CD): ANCESTRAL MALEDICTION.

A cada marcação de Willam Santos no caixa da bateria você tem a impressão que está sendo fincada uma estaca, e por este instrumento estar tão alto, conseguimos perceber algumas discordâncias de marcação dos pedais com o caixa. Mas isso já observei em outras bandas também, talvez pela pressa de finalizar a gravação. Isso você consegue observar bem na música "The Bread That God Crushed", por exemplo, e nesta mesma música os riffs, compostos por Pretho Souto e Maurício Gonçalves, parecem estar cortando suas entranhas. Todas as oito músicas se mantém com o peso e alternâncias de blast beat, e não se iluda com o início das faixas "The Bread That GodCrushed",  "My Hate, My Dreams, My Revenge" e  a faixa título, "Hate Metal", pois suas partes mais leves ficam apenas nos riffs introdutórios.

O material foi lançado pela Cogumelo Records, produzido pela própria banda em parceria com Rodrigo Nepomuceno (da banda de progressive metal Minus One) e conta com algumas participações especiais nos vocais. A capa foi uma ilustração de Fernando Lima, que, por coincidência ou não, retrata a mesma pose que o baterista Willam Santos faz na foto individual e a que Maurício Gonçalves faz na foto em grupo. E aí, quem serviu como caricatura?

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(por Hugo Veikon)

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