Bandas: ROADIE METAL VOL 5

Categoria: Compilação

Ano: 2015

Receber as coletâneas da Roadie Metal, do brother Gleison Júnior sempre é prazeroso pois sabemos que nos depararemos com diversas bandas independentes em cds diversificados e muito bons. Desta vez recebemos o Vol. 5, novamente cd duplo, com 32 bandas (16 em cada cd). O esquema deste continua similar aos demais (versão digipack, com encarte com informações de todas as bandas).

A primeira banda, os paulistanos do Vivalma, faz um heavy metal melódico e progressivo, com nuances de Dream Theater em vários momentos da extensa faixa “Proudhome”, com seus mais de sete minutos. A banda seguinte, os goianos do Shallrise, não aliviam a mão e mostram muita qualidade em “Simply for Nothing”, uma música com sonoridade mais moderna, mas muito legal. E a violência continua com os cariocas do Tellus Terror, banda que já comentamos aqui no site e que apresenta um trabalho diferenciado e muito bom na faixa “3rd Rock From the Sun”, que mescla teclado, guitarras e as duas vozes de Felipe Borges. Os gaúchos do Cavera em “More Lies” misturam vários estilos num som só, inclusive com duas vozes num som meio hard meio punk. Os goianos do Sunroad, que já resenhamos um cd aqui, vem com seu ótimo hard na faixa “Into the City Nights”. Os paulistas do Magnética vem com o hardrock “Inflamáveis” cheio de ginga, seguido pelos conterrâneos do The Goths com “Strange Way of Living”. A longa introdução dos paulistanos do Rotten Pieces já entrega que o som de “Rot in Pieces” é rodeado por moscas, mas confesso que esperava um vocal mais gutural em toda a faixa, não apenas no refrão. O Lascia até tem um som parecido como Crisis, mas o fato de ter o som das guitarras baixas demais atrapalha uma melhor avaliação da faixa “Trapped”. A Marcus Mausan Rock Band, de Arapiraca/AL, até inicia esta “Last Train to Rio Largo” com som de gaitas, mas fazem um rock n’roll simples ao invés do Blues esperado. Os gaúchos do DxLxM parecem um pouco Motorhead, mas misturam com um pouco de new metal. Os mineiros da Banda 80 Rock fazem um pop rock chatinho e os paulistas do Velho Corvo trilham um rock n’roll simples. Já o gaúcho Aronne, uma one man band investe num som interessante, meio Steve Vai psicodélico, com direito a Cítara, Zerbaki e Sintetizador. Os paulistanos do Morgaroth vem com um black metal cru meio Marduk, tanto que até o título da música, “Panzer Division War”, lembra um título dos suecos. Fechando o cd1, o Adimi, com um som meio industrial, mas muito mal produzido.

O cd dois abre com duas bandas que também já resenhamos por aqui: o Krucipha, com “Pulse” e seu som modernoso e os thrashers do Hollow com “Destruction of the Masses”. O peso diminui um pouco com a sequência dos chapecoenses do Maquinário em “Um Grito na Noite”, um hard muito bom, Balba em “Skin to Skin” e Aronne (novamente) com “Mephisto”. Aí vem os ignorantes (no sentido musical, claro) do Individual, com a ótima “Every Men for Himself”, presente no EP que já resenhamos aqui também. O Half Bridge vem de Goiania com seu som moderno e grave na faixa “Karma”. Os recifenses do Esffera C4 tem uma música muito mal gravada, que nem dá pra entendermos a mensagem dela. Já os gaúchos do Vômitos & Náuseas tem o h.c no símbolo mas fazem um crossover muito legal em “Mergulho no Caos”. Os goianos do 50 Point fazem um som meio industrial em “Chorume”, mas se a produção fosse um pouco melhor e menos baixa, a faixa teria um destaque muito maior. Os paulistanos do Outlanders vem com “Kretaceous”, um heavy com vocal que, a princípio, me lembrou bastante o personagem Detonator do Massacration, apesar que Danilo Muller nos apresenta um ótimo trabalho de bateria. O Codmorse vem com um som um tanto quanto burocrático e limitado em “Sign the Hell”. O Catastrofe ataca com “Holocausto”, uma música que mistura um pouco do punk rock com thrash numa faixa bem longa. O Deadfall, com “Illusion” vem com seu death metal old school bem sacado. Os piauienses do Valfenda em “Another Dimension” iniciam com uma levada meio Cradle of Filth mas deixam o som mais cru. Fechando a coletânea, o Intersect 4E com “Reféns”, um som meio crossover com produção muito abafada, mas que fica melhor depois que começa o vocal.

E depois de 149min de som, eis que mais um volume da série Roadie Metal chega ao fim, com mais um saldo positivo.

Cheers!!!

 

(por Léo Quipapá)

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