Bandas: REPÚBLICA

Categoria: Hard/Heavy Metal

Ano: 2013

Para quem já vem acompanhando o cenário nacional e seus lançamentos sabe que a banda paulistana República não é nenhuma iniciante, mas o que chama atenção é que a banda deu longos espaços entre seus lançamentos. Com mais de 20 anos de sua formação, a banda possuía apenas dois álbuns até então. Chegou em 2013 lançaram seu terceiro álbum, com músicas novas e se apresentaram em festivais importantes. ‘Point of no Return’ veio para mostrar que a banda continua mais viva que nunca e apresentar seu alto nível de produção sonora e gráfica.

Antes de falar da sonoridade do álbum (que é o mais importante, diga-se de passagem), sempre faço comentários sobre a forma física do material e ainda mais deste álbum que fora lançado em versões diferentes em vinil, formato simples e versão deluxe em cd pela Wikimetal Music. A versão que chegou até minhas mãos foi a deluxe edition, em digipack que conta com um encarte de 24 páginas e as letras das músicas impressas como se tivessem sido feitas à mão. Se as outras versões forem semelhantes, você sentirá o prazer de ouvir já com a encarte em suas mãos, dando-nos uma impressão que pegamos algo que acabou de sair do “forno”, tipo um rascunho.

‘Point of no Return’ contou a produção do Luis Paulo Serafim, brasileiro que já ganhou 3 Grammys, tendo ainda a participação do lendário guitarrista e produtor Roy Z, que toca na música “Goodbye Asshole”.

Abrindo o disco com “Time to Pay” os riffs são pesados, mas quando falo pesado é algo bem arrastado, sem muitos efeitos, overdrive cru e um groove bem trabalhado explorando bastante as guitarras. Dando seguimento com “Why?”, música que segue as mesmas linhas, apresentando ainda mais a agressividade do vocalista Leo Belling e na sequência ficam mais rápidos nas melodias.

Oscilando entre momentos calmos e mais agitados, “Life Goes On” e “Change my Way” se contrabalanceiam, onde uma possui partes mais calmas nos solos e outras nas melodias. Com a participação de Roy Z, “Goodbye Asshole” vem com uma introdução que nos remete aqueles riffs do Black Sabbath, bem pesados e sombrios, deixando uma ótima atmosfera na música. Dando continuidade, uma das mais pesadas do disco, “The Land of the King”.
Algo que chama atenção no disco é que não varia muito as músicas. As mesmas se mantém bem concentradas, mantendo uma linha hard agitada e mais calmas do começo ao fim. Tanto é que chega na balada do álbum, “No Marcy”. É possível observar algumas pequenas variações em “Dark Road”, que traz algo meio Country Metal, principalmente na bateria de Gabriel Triani. Terminando com “Fuck Liars” e “El Diablo”, ambas bem agressivas.

Depois de uma longa espera para vermos mais um lançamento, os caras nos mostraram que a longa espera valeu a pena, graças a todo o processo de gravação na medida certa, tanto é que, no disco, é difícil achar um ponto negativo.

 

 

(por Ismael Guidson)

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