Bandas: REALIDADE ENCOBERTA

Categoria: Crossover / Thrash Metal

Ano: 2016

Desde que a REALIDADE ENCOBERTA retomou suas atividades eles não pararam mais, seja em termos de shows, lançamentos, ou qualquer coisa que movimente o nome da banda. E assim, logo após a ótima aceitação do Full “Momentos Antes do Caos” de 2014, eles vieram com um EP, recentemente lançado, que recebeu o sutil e delicado nome de ‘Morte e Progresso’.

Não temos como poupar elogios para esse material, em vários aspectos. Eles merecem bons comentários, pois apresentaram ótimas músicas, excelente qualidade de gravação, forte crítica político-social (traduzidos em arte gráfica)... e por aí vai.

A música de abertura já mostra uma banda menos presa ao que se propuseram nos idos dos anos 80 e até flertam com o que fizeram no antecessor, já comentado anteriormente, mas há mudanças significativas também. A primeira faixa, “Lobos da Tirania”, manda uma cadência na introdução, daí quando já pensávamos que ela será uma música mais bate cabeça, eles chamam com uma distorção à la Obituary e Carlos Underground já expele suas indignações. Vale salientar que esta letra foi, na verdade, escrita por Adriano Magalhães, o mesmo cara responsável pela arte gráfica do encarte. A segunda música é outra que darei mais destaque falando mais a respeito, pois esta, “Rios Mortos”, eu já considero uma das músicas mais bem elaboradas do underground extremo de Pernambuco. Recordo-me perfeitamente quando foi a última vez que exaltei uma música do metal pernambucano dessa forma, foi com a Alkymenia e a música “Gates of Hell”. Mas voltemos ao Realidade Encoberta e a música “Rios Mortos”. Esta música parece ter sido feita com todo um estudo, pois possui uma estrutura muito bem elaborada. E outro ponto interessante aqui é que eles amenizaram aquelas críticas políticas e alertam os ouvintes para a merda que a sociedade também faz para si mesma. A parte instrumental é tão rica quanto ao conteúdo lírico, é rajada de riffs a cargo de Túlio Falcão e Paulo André.

Mais duas músicas que completam o EP são “Brazilian Way” e “Morte Progresso”. Essas duas já trabalham a pegada do trabalho antecessor de 2014, apesar de soarem um pouco mais pesadas, com trabalhos até mesmo de blast beats, executados por Eduardo Torment, que chegou e já foi gravando o EP. O material se completa com mais três faixas ao vivo.

Parabéns, a equipe que trabalhou nesse material e aos músicos resistentes no cenário.

RESENHA MOMENTOS ANTES DO CAOS

(por Hugo Veikon)

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