Banda: PROJJETO MACABRO

Categoria: Punk / HC

Ano: 2014

Cara, faz tempo que não ouço um trabalho tão despretencioso e honesto como esse “Ruptura”, dos pernambucanos Adriano Punx (vocal e guitarra) e Vando Sujeira (bateria e vocal), que formam o Pröjjetö Macabrö.

As 18 faixas do CD foram gravadas ao vivo no estúdio entre 14/07 e 20/08 de 2012 no Estúdio Engenho do Som em Jaboatão do Guararapes e mostram uma essencia já meio esquecida no meio musical: espontaneidade! Não há ferramentas que embelezem o som, não há ganhos, não há maquiagem. Só há pura garra! Parabéns aos caras, que deixam isso claro no ótimo encarte do CD (com fotos, letras, endereços, agradecimentos, etc). O único “deslize” do trabalho foi na hora de organizar encarte e contracapa, pois ao tocar o CD, ele se inicia com “Grito dos Desesperados”, que está descrita como faixa 03. A sequência segue correta e “Mortos Vivos” e “Show de Horrores”, creditadas como faixas 01e 02 são, na verdade, as faixas 17 e 18.

A violência sonora é intensa neste CD. As faixas são curtas (o CD completo tem cerca de 26 minutos), com letras na cara, participação ativa dos dois integrantes, que também desempenham bem seus papéis com os instrumentos. Em muitos momentos surge uma áurea muito forte que me fez remeter a trabalhos seminais do Cólera e do Olho Seco, com a crueza das guitarra e o ataque da bateria.Como destaques, citaria “Cerimônia dos Esquecidos”, que  lembra um pouco do Mukeka di Rato, “Amizade Falsa”, que  joga na cara de algumas pessoas uma verdade que nem todos querem ver e “Fascistas Mortos”, que tem letra curta mas muito eficiente (e considero a mais forte e legal do CD).

Outras faixas interessantes são “Marionetes do Estado”, que tem letra anti-militarismo e solo bem punk, “Cheiro da Morte”, que tem um som parecido com o som de baixo em seu início, “Queimando Bandeiras, com sua letra contestadora, “Cegos, Surdos e Mudos”, que tem uma das melhores estruturas do cd, “Agonia de Sobreviver” descreve bem uma realidade que muitos não querem aceitar.
Simples, cru, direto e pesado. Como todo CD de hardcore tem que ser.

Cheers!!!

 

(por Léo Quipapá)

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