Banda: PRIMATOR

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2015

Não me recordo de já ter escutado algo da banda PRIMATOR, e facilmente me lembraria pois eles vem de um estado onde desponta diversas bandas, que é São Paulo. Mas o fato é que eles, em seu primeiro lançamento (até onde eu sei), já vieram derrubando a porta e colocando o pé no sofá.

Já na embalagem você se depara com uma capa inteligentíssima, que mostra uma sátira à evolução humana, que ilustra o título “Involution”, e soa justamente o sentido contrário da teoria de Charles Darwin. Apenas para situar o leitor, o som deles flerta com o heavy tradicional, naquela linha Blaze Bayley e ao mesmo tempo com aquele Heavy Horror meio Power, que o Nevermore já fez um dia em seu debut de 1995.

O álbum começa com uma faixa que empresta o nome da banda “PRIMATOR”. E apesar deles terem escolhido essa faixa para começar o CD, mas na verdade gostei da melodia e todo o conjunto da segunda canção, “Deadland”, que tem um pulso firme, refrões marcantes, arranjos maravilhosos e um ótimo trabalho de baixo, por André Anjos. E quanto mais vai passando o CD e chegando a faixa “Flames Of Hades” eu sinto a influência de Warrel Dane no vocalista Rodrigo Sinopoli, que tem uma boa voz e sabe trabalhar bem as oscilações.

“Caroline” começa meio balada, mas logo após o primeiro verso vem aquele andamento meio Iron Maiden. “Let me Live Again” nos engana igual a “Caroline”, que começa mais leve e fica mais pesada, apesar de que nesta há nuances daquela fase de Bruce Dickinson em sua carreira solo.

“Black Tormentor”, “Erase the Rainbow” e “Praying For Nothing” seguem a mesma linha como boa parte das músicas que sempre tem uma chamada, porém essas são mais pesadas.

Em “Face the Death” eles já soam mais pesados, principalmente as guitarras comandadas por Márcio Dassié e Diego Lima. O batera Alexandre Oliveira aproveitou o gancho e explorou mais seu setup e deu mais peso à música.

No final do álbum, eis que a faixa-título inicia com uma citação de Charles Darwin. Ela tem mais partes instrumentais e diria que esta faixa, “Involution”, junto a “Deadland” são as que mais se destacam neste debut da Primator.

(por Hugo Veikon)

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