Bandas: PRAY FOR MERCY

Categoria: Death Core

Ano: 2014

Em seu Segundo trabalho, os paulistas do Pray for Mercy chegam, via MS Records, com um trabalho bastante pesado e que, certamente agradará quem gosta de deathcore com guitarras beirando o gutural de tão graves suas afinações. O septeto formado por Otávio e Bruno nos vocais, Hebberty e Isadora nas guitarras, André no baixo, Lucas na bateria e Gustavo nos teclados criou um cd denso e extremamente pesado e moderno, mas com passagens que lembram bandas como Meshuggah e Parkway Drive.

O cd tem uma sequência de músicas intituladas em quatro atos e sete anexos, sem que os anexos sigam uma sequência dentro dos atos (ato 1 é seguido pelos anexos 1, 2 e 3. Ato 2 é seguido pelos anexos 4, 5 e 6. Ato 3 é seguido pelo 7º anexo e o quarto ato é sozinho).

O “Ato I: O Início da Escuridão” é introduzido levemente por sons de sinos e com boa equalização para em seguida entrar pesado, tanto que em alguns momentos há blast beats de Lucas. Os vocais de Otávio e Bruno duelam, sendo um gutural e outro rasgado. As estrofes das letras não têm uma métrica padrão e, muitas vezes frases longas interagem com frases curtas. Mas ao longo do cd isso torna-se até um pouco cansativo para quem não é adepto do estilo. Durante “Anexo I: Cárcere” e “Anexo V: Guiado pelas Sombras” notam-se interlúdios interessantes de teclados, assim como “Anexo II: Intrepidus”, com citações em latim e teclado novamente dando clima.

Em “Anexo IV: Exílio Manchado de Sangue”, temos um exemplo de uma música com estrutura menos complexa. Não sei se o fato de Felipe Eregion, do Unearthly, participar da mesma ocasionou isso, mas é uma música muito legal. Outra música com participação especial é “Anexo VI: Cegueira do Verdadeiro Mal”, que conta com Caio MacBeserra, do Project46, que neste caso não apresenta muita mudança no estilo do Pray for Mercy, visto que o Project46 também trilha nessa onda.

Para aqueles já iniciados no estilo, digo que é um prato cheio. Para quem é mais conservador digo que é um álbum difícil de ouvir e gostar. Mas é uma banda quem está no caminho certo, visto que a qualidade da gravação e gráfica do álbum são muito boas.

Cheers!!!

(por Léo Quipapá)

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