Banda:PERPÉTUO INSIGNE

Categoria: Heavy  Metal

Ano: 2006


Oriunda de Caruaru, a banda PERPÉTUO INSIGNE vem explorando um segmento do Heavy Metal bastante admirado por alguns, porém não tanto por bandas (músicos). Qual o mistério? Talvez por ser difícil de executar ao vivo, o que foi feito em estúdio. Reunir tantas participações ou divisões de instrumentos, quando apenas um integrante o faz em estúdio.

Pois bem, a Perpétuo Insigne ao vivo conta com Playback, como suporte, em algumas dessas participações. Instrumentos esses que o vocalista Henrique gravou.

Vamos às músicas. “Cantochão” é a primeira faixa, e eles quem resenham esta no encarte deste petardo: “O Cantochão é a música mais antiga que conhecemos, tanto sacra como profana, era feita de uma única melodia, sem acompanhamento”.

“Sublevação”, daqui pra frente eu resenho, e segue a linha do Épico Heavy Metal, Blind Guardian é uma boa referência, porém vou frisar que a voz de Henrique lembra bastante Geddy Lee (Rush). Chegando ao meio da faixa somos enfeitiçados por harmonias egípcias e assim a banda segue explorando elementos.

Em, “Fúria”(3), “Venceremos”(5) e “Trevas”(7) ouvimos flauta doce violão e violino , instrumentos que mencionei que seriam complexo se apresentar ao vivo, visto que o vocalista os tocam nesta gravação, ainda o mesmo tem diversas explorações de voz por entre baixo, barítono e soprano. Em “Trevas” a música (letra) é repetida do meio ao final, porém desta reprise a banda resolve cantar em Inglês.

A filosófica “Antes e Depois” causa maior impacto por suas escritas, como se a natureza promovesse a vida, talvez até mesmo a humana, e a natureza humana egoísta promovesse a destruição total. Simplesmente interessante.

A mais pesada em termos de palhetadas é “Slavery”, e também única faixa totalmente em inglês, eu classificaria a faixa mais Heavy Metal deste CD. Certos pontos da música de tão progressiva chega lembrar a Pain of Salvation, que costuma fazer experimentações.

O material encerra com riffs fieis ao Heavy, e a faixa é a “O Deserto e suas Maravilhas Arquitetônicas”, a banda mostrou que o Heavy Metal pode ser executado em português, pois muitas partes dependem mesmo de como as letras se encaixam e esta faixa, em termos de letras, me fez um ‘trip’ e lembrar até mesmo de Augusto dos Anjos, para quem gosta de Heavy Metal nesta linha melódica e explorações de técnicas em ritmos e harmonias, essa banda pode chamar sua atenção.

Para concluir, o material foi prensado na Zona Franca de Manaus e se vocês que se interessou pela banda vale a pena por tudo, qualidade musical e as 8 páginas com letras, fotos, e todas as explicações que podem explanar todas as suas dúvidas que integram o CD “A New Cliché”.

Myspace

(por Hugo Veikon)