Banda: PANDEMMY

Categoria: Thrash Metal

Ano: 2009


Iniciarei esta resenha criticando. Lamentavelmente esta demo da PANDEMMY - “Self-Destruction” - contém apenas 04 faixas, pois deixa o gostinho de  ‘’quero mais’. Não tem como não elogiar esse quinteto: Rafael Gorga (vocal) – Pedro Alencar (guitar) – Diego Gomes (guitar) e na “cozinha” Augusto Ferrer  (baixo) e Fausto Prieto (bateria). Os caras acertaram em cheio apostando no elemento Death/Thrash Metal, que deixa inquieto ao ouvir esse stuff. Interessante que notoriamente observamos que eles vão buscar suas principais influências em bandas nacionais. Por isso vou dar nota 5.

A primeira faixa é o título deste debut: “Self-Destruction” que possui maior influência do Thrash Metal.  O baterista Prieto mostra todo esse sentimento ao detonar seu kit em boa execução com viradas precisas, acompanhando os riffs de peso e o refrão. Mas o destaque nesta música fica para o baixista Ferrer, com nível bem audível e uma firula de puxar as notas, que dá uma atmosfera especial à “Self-Destruction”. Um pouco mais dos 2 minutos, a banda migra da lapada e cai na cadência que se torna a oportunidade de um solo. Aqui mais uma nota 1.

Assim, a banda vem com “In front of Death” uma faixa de suspense ao iniciar, mas esta eu considero a destaque de todo o demo. Com riff e melodia especial, que empolga a bater cabeça e abrir a roda! Faz tempo que não ouço uma música nova que me transmita essa sensação. Esta ainda tem uma pausa onde em seguida o guitarrista cria uma levada destruidora. Por ser destaque, nota 2.

A terceira é lapada quase todo tempo e um forte refrão ‘’sacrifice or hipocrisy.’’.  Estou falando da faixa “Heretic Life”, que depois de uma longa destruição, vem uma chamada no cymbal, que causa instiga ao máximo para bater cabeça. Fiquei só a imaginar as cabeleiras dos bangers na intercalação de dois riffs. Adicionado um solo, retomam com todo pique que já havia falado. Aqui só uma nota 1 mesmo.

Na faixa “Burn my Clan (The Lines of Violence)” surge um peso. Daí notei que aqui Fausto Prieto detona um trabalho de pedal duplo e nas demais faixas não há essa exploração (diferente do que outras bandas fazem frequentemente). E o baterista aqui mencionado soube fazer isso muito bem, fugindo do tradicionalismo. No decorrer da música seguem a mesma linha faixa inicial, não se distanciando da proposta da banda . Mais uma nota 1.

Fecho a resenha totalizando nota 10 (dez), pois a PANDEMMY soube fazer Death /Thrash com ótimo desempenho, sem esquecer que  esse ainda é o primeiro registro da banda. O material traz todas as informações necessárias: letras, ficha técnica e cd impresso, tudo isso mostra o tamanho profissionalismo do grupo. Já considero a PANDEMMY como uma grande promessa da cena Metal Pernambucana. Para quem ficou na vontade de ouvir, eles disponibilizaram todas essas faixas no myspace sem veto. NOTA 10!

>> myspace

(Texto por Hugo Veikon, re edição por Vivianne Barros)