Bandas: OUTSET

Categoria: Death/Grind  Metal

Ano: 2015

Contra tudo e contra todos. Esta é minha primeira reação quanto à embalagem deste CD, que expressa símbolos quem renegam diversos artefatos que escravizam o ser humano (arte assinada pelo vocalista Luzdeth Lott). Assim a OUTSET vem romper um silêncio de seis anos. O material, que recebeu o título de “Retreat to Nowhere”, conta com dez faixas executadas em exatamente 30min e foi lançado com o apoio de quatro selos (Rising Records, Gallery Prod.,  Feed Bizarre, Lampião Rec.).

Interessante que, em meu ponto de vista, eles aliviaram as cacetadas, mas continua no Death Grind, com uma linha mais bem definida. Os caras são ‘macacos velhos’, apesar de duas caras novas, o guitarrista Pedro Henrique (que divide as distorções com o veterano Flávio França que é do Expose Your Hate e do Son of a Witch) e o baixista Patrick Schafstein (que já integrou outras bandas no Rio Grande do Norte, numa de Stoner e noutra de Death/Black). O vocal continua o mesmo desde os primórdios, com Luiz Cláudio (que é vocalista do Expose Your Hate e do Sanctifier), que assina Luzdeth desde o lançamento do material anterior (Living the Outset). As pegadas na batera já são outras, dessa vez com mais groove, administrada pelo monstro Marcelo Costa (que também toca no Expose Your Hate e no Sanctifier).

Vamos às músicas? Como falei, algumas músicas receberam um groove e isso faz com que apareçam mais as guitarras e, sobre tudo, o contrabaixo. Isso já é notório na faixa de abertura, “Moral Life”, que vai recebendo velocidade de forma gradativa com o passar de alguns minutos, ou seja, começa numa levada e acaba na ‘sipuada’ (eles não se contêm). A parte lírica de “Man’s Inhumanity to Man” reflete perfeitamente sobre ataques de pessoas seja defendendo partidos políticos (caso decorrente aqui no Brasil), ou ideologias religiosas. Instrumentalmente falando estas músicas me lembraram aqueles grinds praticados pelo Ânsia de Vômito.

Outro fator que fez com que as guitarras aparecessem mais foi trabalhar com a bateria em segundo plano, algo que a Outset não fazia.

O tempo das músicas seguiu tal como fizeram no segundo álbum, pois atualmente as músicas ficaram acima de 2min. Tem até outras mais extensas, como é o caso de “Moral Life” (quase 6min),  “Deception Lies” (4min) e já esta última é uma ótima faixa que tem variações e arranjos que tem tudo pra ser um carro chefe deste álbum.

Se você tem problemas de labirintite evite ouvir caminhando músicas como “His Own Curse”, onde foram usados efeitos de Phaser na guitarra que deixam o camarada muito ‘loko’.

Lógico que várias outras músicas continuaram no caminho da proposta grind da banda, mas preferi destacar o diferencial que eles apresentaram, porque não faz sentido ficar comparando as lapadas que foram feitas nos lançamentos anteriores (demos) com o que foi feito nesse álbum “Retreat to Nowhere”. São momentos diferentes, são músicas diferentes, mas é o mesmo OUTSET, se é que você me entende.

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(por Hugo Veikon)

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