Banda: NECROHUNTER

Categoria: Death Metal

Ano: 2014

Já estávamos no aguardo desse lançamento desde o final de 2013, e finalmente chegou a nossas mãos o material de mais uma banda de Death Metal da Paraíba, um estado que sempre nos revela bandas de qualidade. A NECROHUNTER, com seu “Hunter’s Curse” não nos surpreendeu, pois esperávamos mais da banda. Falo isso porque ao vivo eles soam melhor. Não que o material seja ruim ou algo assim, pois ele é bom e recomendável, mas é que Mauro (v/g) – André Felipe (bt) – Marcéu Brito (bx) e Petrus Carvalho (g) soam BEM melhor ao vivo.

A banda mescla um Death Metal com passagens de Black Metal e citaríamos fortes influências do Deicide, sobretudo pelas palhetadas e vocal evidente na música “Slaughtered”, que vem após uma intro.

Vamos deixar nossa crítica ao vocal, expelidos por Mauro Medeiros (que também executa a guitarra) pois é muito gutural para passagens de melodias muito agudas e parece não combinar porque fica um tanto quanto confuso. Em faixas como “I Sacrifice”, que tem uma excelente parte instrumental e linha de vocal, mas após o solo o vocal sujo não faz muito sentido. O uso de vocal distorcido se repete na nona faixa, “Opening the Grave”, que tem uma excelente instrumental, e em “Killing is my Destiny”.

Se todas as músicas fossem cantadas com a linha de vocal explorada nas músicas como, “Hungry Hunter” (faixa que nos faz lembrar bandas de Death Metal mais antigas, desde bases até arranjos), “Hunter’s Curse” (que também bebe de fontes como Deicide) e “Abhor the Earth”.

“Total Slaughter” mostra que o Krisiun ainda faz escola. Chega no meio da música somos surpreendidos pela inclusão de um teclado inesperado, que por sinal não é tocado por nenhum músico permanente da banda (foi arranjado por Victor Hugo Targino), e eu não diria que foi uma inclusão criativa, mas foi um risco.

Interessante que a partir da 7ª faixa, que marca justamente a metade do álbum, parece ser o lado B do material e dali em diante as músicas soam melhores, com sons mais bem arranjados, ou seja, menos brutais, onde até mesmo a orquestração de teclados também é mais bem elaborada. Inclusive o tempo de extensão das músicas. Os refrãos nesta segunda parte são mais marcantes.

Outra música que também tem uma boa exploração de instrumental e com refrão pegajoso é a “Void in Hell”. Pra fechar o primeiro full lenght da banda, há um som instrumental com singelos arranjos de teclado.

O encarte foi muito bem elaborado, com ilustração para arte da capa desenvolvida por Adi França. Apesar das observações, podemos dizer que esse material é muito recomendado.

(por Hugo Veikon)

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