Bandas: NANDO MORAES

Categoria: Rock Instrumental

Ano: 2015

E os guitarristas brasileiros vêm investindo em suas carreiras solo, mas também em lançamentos físicos. Desta vez chega em nossas mãos o material de Nando Moraes. Já tive o prazer de tecer críticas sobre a banda que este grandioso guitarrista fez parte (Lethal Fear) e sustento minha crítica: ele é criativo.

Este lançamento independente conta com sete faixas instrumentais, compostas por Nando. Os demais integrantes que acompanham Nando neste trabalho são: o tecladista Bruno Santos, o baixista André Garcia e o baterista Bruno “Méba”.

Mas vamos às músicas: Você ouvirá facilmente esse CD, porque ele não é nem pesado, nem melodioso e também não é chato e cheio de técnicas (aqueles típicos CDs de músico para músico). O “Ignited” é um álbum que inspira aos que apreciam a música e apesar de ser um álbum que destaca um guitarrista é possível observar que o espaço foi dado aos músicos. Já na música de abertura, “Rite of Passage (Staring the Flames), você nota as linhas de baixo, apesar da guitarra estar em primeiro plano com solos de ótimos sentimentos e sustentação de notas que você fica imaginando aquele cara solando e solfejando as notas. Este mesmo sonho você percebe na faixa “In Fire”.

Apesar de não ficar comparando a outros guitarristas, me sinto obrigado a citar como influência uma pegada meio Joe Satriani na época do “Is There Love in Space?” na segunda faixa, “Once in a Shuffle Time”, devido ao uso de sintetizadores e dando aquela atmosfera mais vintage, com uma pegada blues tradicional. Mas, sinceramente, acho que esta música merecia uma letra e um arranjo de voz duelando com a guitarra.

Tem músicas que se encaixariam perfeitamente em trilha sonora de programas de esportes radicais, como é o caso de “The Voyager” e “Here it comes: The Machine!”.

Finalmente, a faixa título, "Ignite!". Ela parece ter duas entradas: a primeira você acha que é uma música mais calma ou viajada, como “In fire”, mas depois vem um riff mais pesado e finalmente ela fica mais Rock’n’Roll. Não a achei merecedora de dar nome ao álbum, pois considero as quatro primeiras faixas com mais delírio musical.

Outra faixa que poderia emprestar seu nome ao álbum é “Worth Fighting For”, mais pesada, mais emocionante e variada. Mas aqui você vai se envolver facilmente.

Difícil é entender como ainda tem gente dizendo que a musicalidade brasileira está em declínio. Por favor, procure os bons músicos e esqueça essa minoria midiática popular, pois temos muitos guitarristas extraordinários ainda não tão bem divulgados. E Nando Moraes é um deles.

(por Hugo Veikon)

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