Bandas: LOTHLÖRYEN

Categoria: Folk/Power Metal

Ano: 2015

Este é o quinto álbum dos mineiros do Lothlöryen e, de cara, eu já digo: este é um dos mais belos álbuns do ano! Produção cristalina, banda super criativa e arte acima da média.

O álbum é conceitual e trás partes da história de Giordano Bruno (teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano), que viveu na Itália entre 1548 e 1600. O Lothlöryen mescla tais fatos históricos com temporaneidade, vide discursos de Stephen Hawking e Carl Segan, que assim como Einstein, Goebbels e John Dowland, entre outros, “acompanham” sua imolação em praça pública. Interessante é que, apesar de ser um álbum conceitual ele não segue uma cronologia. Destaque também para o fato de que todas as letras têm a tradução para português e uma pequena explicação do sentido delas.

Não há título mais apropriado para iniciar o cd como “A Journey Begins”, uma intro com uma áurea muito similar ao que o Tuatha de Danan já fez e explode em “Heretic Chant”, que algum leigo poderá até pensar que seja uma música do Skyclad, principalmente devido a voz de Daniel Felipe e ao som de violino (que, curiosamente, não é creditado no encarte). Nesta faixa há um pequeno discurso de Stephen Hawking, que embeleza e aguça mais ainda a faixa.

O cd prossegue com “God is Many”, que começa leve, com direito a violão mas explodem as guitarras de Leko Soares e Tim Alan, criando uma faixa muito estruturada, com interlúdio com violino e um fantástico duelo de solos de guitarras. Já “Time Will Tell” é mais pesada de cheia de clima enquanto “Manipulative Waves” tem um eco que gruda na mente e é utilizada num “falso” final.

Outro trunfo do Lothlöryen é não se prender apenas a um estilo e o exemplo disso é “Night is Calling”, um hard rock com violinos e corais, formando uma estrutura interessante e muito boa. O solo de teclado de Leo Godde dá um clima especial à música. A pancadaria volta em “The Convict” que também conta com um discurso de Hawking, assim como no início de “The Quest is On”. Já “Who Made the Maker” é uma instrumental com um discurso de Carl Segan.

Também gostei bastante de “The Law & The Insider”, que lembra bastante o Blind Guardian. Nela a cozinha, formada por Marcelo Godde, em seu fretless bass, e Marcelo Benelli na bateria mostram muita sincronia. O álbum finaliza com a maravilhosa “Wavery Time”, com muitas partes acústicas e que deixam a sensação de dever cumprido.

Cheers!!!!

(por Léo Quipapá)

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