Banda: LETHAL RISING

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2014

A Lethal Rising não é uma banda que nasceu ontem, ou seja, não é uma banda recente na cena do Heavy Metal pernambucano, mas devido a alguns compromissos particulares os músicos demoraram a nos presentear com esse material de altíssima qualidade. A banda viaja numa linha de Heavy Progressivo com mesclas de Power Metal. Mas por que mencionei o Power Metal? Simplesmente porque não é melódico, tem pitadas mais picantes nos riffs e no timbre de voz.

Os músicos que compõem a Lethal Rising são: Adriano Forte (vocal), Marco Melo (Guitarra), Pablo Romeu (Guitarra), Bruno César (Baixo),  Bruno Henrique (Bateria) e Lidiano Oliveira (Teclado).

O álbum, que recebeu o título de Against The Fear, é curto. Tem apenas 5 músicas, mas pra ser um EP está de ótimo tamanho.

A faixa de abertura é a "Wounded And Dying" e não vem com vinheta, nem firulas.  Os riffs já nos chamam atenção, então ficamos na expectativa de ouvir como será a voz. E eis que as frases são inteligíveis e cantadas de forma ríspida. Em "In Flames" você sente nos instrumentais aquela linha de Metal Horror e os arranjos com teclados são bem mais explorados que a canção anteriores. Adriano também soube oscilar muito bem seu vocal nesta faixa, mas não só nela pois sua atuação é bem explorada, como em "Slaves", onde ele também soube arranjar sua voz (esta faixa é uma forte candidata a ser eleita como a melhor deste material, pois é uma música que fica no meio termo do peso e da balada). As linhas de contrabaixo deram um charme ao lado das suaves passagens do teclado (me fazendo lembrar a antiga pernambucana Chaosphere).

A mais balada de todas é "Lost for a Time". Nesta o peso não foi, de fato, o foco. E se a proposta foi mesmo essa, parabéns geral, pois tudo nela soa como em uma boa balada (solo, arranjos de efeito de violão acústico, teclados, repetição de palavras enfatizando sentimentos, ação e efeitos).

E encerrando o EP vem a faixa título, "Against the Fear", que é influenciada pelas anteriores.

A arte ficou muito interessante, em tons soturnos, que foi elaborada pelo próprio vocalista.     A gravação ficou realmente pomposa, muito bem equalizada com todos instrumentos nivelados.

Todos os integrantes desempenharam muito bem seu papel. Bateria, baixo foram coesos e apesar do vocal estar no primeiro plano, ainda assim as guitarras foram marcantes. As criações de riffs pesados e ao mesmo tempo melodiosos, com duelos de solos que, sem dúvida, farão os bangers pararem de chacoalhar suas cabeças e observarem esse show a parte.

Na verdade, acabarei essa resenha me contradizendo pois o material não é curto. Ele tem 25 minutos e 5 músicas, então constatei que quando gostamos de um material sempre o julgamos curto.

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(por Hugo Veikon)

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