Banda: LETHAL FEAR

Categoria: Heavy Metal

Ano: 2012

A cena nacional e suas surpresas. Esta banda já tem um bom tempo de carreira, mas com pouca expressão na cena nacional, no geral. Digo isso, por realmente apresentá-la a várias pessoas e muitos não conhecê-la. A LETHAL FEAR, pra você que também não conhece, é de São Paulo e já tem um pouco mais de 15 anos e isso já traduz que experiência esses músicos têm. Não que o tempo simplesmente dê qualidade, mas é notório que a intensidade trabalhada por eles foi muita e a prova é o resultado deste álbum - Y2black? - lançado em 2012.

Apesar do álbum ter sido lançado em 2012, ele foi gravado em 2008, e lançado pela MS Metal Records. O material conta com 10 músicas de heavy tradicional, repleta de harmonias muito bem exploradas desde instrumentais como também na colocação de vozes. Já abre com uma faixa que te prende - "Final Act". Esta música representa tudo o que você ouvirá ao longo do play. Tem algo que incita a curiosidade que é a parte das letras. Você vê as letras mas não consegue acompanhá-las todas, porque simplesmente elas não são completas no 'booklet', mas é possível ver que as ilustrações tem uma ligação com as letras, mas não entendi o motivo das letras não estarem completas, para facilitar o acompanhamento e até mesmo o entendimento das imagens/temas. E sem falar que todas essas  ilustrações seguem traços de desenhos orientais. Esta parte foi pensada pelo vocalista, Rodrigo Bortoletto, que trabalhou junto a Mario Cau.

A faixa "Time (Out of my Grasp)", terceira do álbum é mais intrigante ainda, porque até sua parte instrumental se difunde à ilustração e à lírica. Logo no início você percebe que a parte inicial instrumental remete a um relógio.

Enfim, é um álbum inteligente porque foi pensado todo um contexto. Aqui você tem mais que um disco com áudio. Fora isso, todas as músicas são ótimas, tem guitarras super bem arranjadas por Nando Moraes e Vinicius Sampaio. O baixo tem seu pulso aparente que não se esconde nas marcações (responsável por isso ficou Leonardo Pozzebon) e a bateria tem ótimos contratempos e viradas muito bem colocadas, por Cássio Pacetta.

Também temos participações especiais. Uma delas é a de Fátima Pagan, em "Blade of the Immortal", que, nesse momento, a versatilidade da voz de Rodrigo me faz lembrar a de Klaus Meine (Scorpions). A seguinte, "Fallen Pieces", também tem participação, agora de Renato Napty. A sexta música consta no encarte que é instrumental, apesar do diálogos no BG, o que em minha opinião deixa de ser instrumental. Esta já tem uma pegada meio prog / power Metal. Já chegando ao final surge uma suposta morte nas ilustrações, como se anunciasse o final de mais uma etapa. Mas a frase "You don't need to die tonight..." na música "Nightmare" é marcante, porque logo em seguida é possível ver um acordo entre o guerreiro e o demônio. Como foi dito no começo desta resenha: Trabalho intenso e intrigante.

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(por Hugo Veikon)

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