Bandas: KIKO SHRED

Categoria: Hard Heavy

Ano: 2016

‘Riding the Storm’ trata-se de um projeto musical do guitarrista KIKO SHRED, que eu diria ser uma exibição de sua parte criativa como músico. Não diria toda parte criativa, porque quem toca sabe que depois de gravadas, as ideias de mudar algo sempre vêm a cabeça. Mas, enfim, este álbum teve todo um preparo profissional: CD prensado, com letras no encarte (sim, letras! Nem todas as músicas do disco são instrumentais. Falarei mais adiante), qualidade de mixagem clara e nítida. Pra não dizer que foi 100%, eu reprovaria a foto de capa devido a baixa qualidade, deixando a imagem pixada. Mas isso nada tem a ver com o som. Apenas uma falta de assessoria e um ponto que chamou minha atenção assim que vi.

A faixa de abertura é a faixa título, “Riding the Storm”, e esta é instrumental, com aquelas nuances de metal/hard com música clássica. Quem acompanha Kiko nessa virtuose são os músicos André Rudge (baixo), Marcelo Diniz (teclado) e Lou Taliari (batera). A música é magnífica e se você gosta daquela ‘viber’ Malmsteen, esse álbum vai ser uma boa pedida. “M.I.C.T.M.R.” em seu início é bem mais calma e, de fato, mexe com a mente pelas variedades de melodias. Mais adiante ela ganha mais peso, porém continua com os tornados de notas. Acredito que nessa faixa a mente mexeu mais com os dedos de Shred e não tanto com o corpo (vale o trocadilho).

As outras músicas são cheias de solos, como em Duality; Ancient; In Hoc Signo Vinces (esta tem um riff com arranjos que me lembraram o AC/DC). O material tem dez faixas, sendo sete faixas instrumentais e três com vocais (Daemon Dance; Hands of Rock e Mama), sendo que esta última é, sem dúvida e pelo teor da letra, uma dedicatória a sua matriarca. O cara poderia ter falado sobre várias coisas, mas fez uma verdadeira homenagem numa balada hard de muito bom gosto.

O resultado final é um álbum pra quem curte solos de guitarra, ou música instrumental. A parte que mais curti no álbum foram as faixas instrumentais, porque eu vejo que elas são temáticas e cada uma distinta da outra. Parabéns a Kiko e boa sorte nessa jornada.

(por Hugo Veikon)

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