Banda: JAZZY GRIND

Categoria: Grind

Ano: 2013

JAZZY GRIND é um projeto ou uma banda? Difícil de definir, mas diria que é uma banda, afinal ele não só lança CD como também faz shows. Essa banda é capitaneada por Jazzy Grilo, o cara de frente, que lidera as guitarras e vocal, ou melhor, rugidos como diria a ficha técnica do álbum ‘Hellbelion’.

‘Hellbelion’ tem um som muito experimental e é uma mistura de grind, repleto de vinhetas e diversos efeitos eletrônicos. E por falar em eletrônico, a bateria do CD foi ‘sampler’ na maioria das músicas, vamos detalhando ao longo da resenha quais não usaram este recurso. Você vê, de cara, que tudo aqui é incomum. O álbum vem apresentado em formato 7’’ (polegadas), daí você se desespera “como vou ouvir esse vinil?” mas quando abre o encarte se depara com um CD. A arte é toda em serigrafia e existem três tipos de edição nas tiragens: uma em cor amarela, outra em preto e branco, e outra em uma cor meio laranja cartagena.

O material conta com várias participações especiais, ou seja, a formação da banda não é mantida. Da primeira faixa até a oitava o já conhecido guitarrista Túlio Falcão faz participação nos gritos, nas guitarras e programações; Paulo do Amparo entra com urros e gravações de baixo; Iago Costa com rosnados, guitarras e baixo. Esta mesma formação faz, também, as gravações das 16ª, 17ª e 18ª faixas.

As gravações são pesadas e sujas. Na faixa de abertura nota-se logo que parece algo de protesto, pois soa como uma marcha militar, e como a banda pecou por não estampar as letras não dá pra entender o que se canta em muitas músicas. A faixa “Terrorismo de Estado” você consegue entender algumas frases e ver que é uma crítica ao atual Governador do Estado, Eduardo Campos. Outra faixa que você consegue entender as frases é “Ameaça Insandescida”, que também já ganhou clipe. “Poluição Sistemática” é a maior faixa, com 3min e 28seg. e tem um riff que fica no juízo, fazendo lembrar uma intro do Mayhem (Silvester Anfang) do álbum Deathcrush, porém em versão guitarra pela Jazzygrind, porque a versão original é executada em percussão.

Da 9ª à 15ª faixas, as guitarras são adicionadas por Elton Eduardo e a bateria aqui foi tocada por Phillippe Agra e Bruno Lee. Digamos que aqui seja o lado B do álbum.

Então vamos, aqui muda a gravação, que fica muita mais suja, muda equalização e qualidade, parte do CD você ouvirá músicas com os seguintes títulos: “666” – “Compromisso Social” – “Extrume II” – “Black Voices” – “Evangélico Zumbizal” – “Doom Destruidor” – “Inferno do Meu Ódio” – “Self Armaggedom” – “Paciência Zer0” – “O cúmulo da Loucura Doentia”, sendo estas três últimas mais sujas ainda.

Vamos ver em que mais a JAZZYGRIND pode nos surpreender, porque as surpresas vêm a cada show e em seus lançamentos.

SOUNDCLOUD

(por Hugo Veikon)

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