Banda: JAILOR

Categoria: Thrash

Ano: 2015

JAILOR poderia ser traduzido como "tempestade de riffs". Os curitibanos lançaram seu Speed Thrash em 2015, mas o material só chegou recentemente em nossas mãos e não poderia passar batido. O trampo aqui é nervoso do começo ao fim e, como falei no começo da resenha, os riffs são grandes destaques, executados por Alessandro Guima e Daniel Hartkoff. Vou completar aqui também dando grande destaque ao batera Jefferson Verdani, evidentemente que não estou desmerecendo a voz de Flávio Wyrwa e o trabalho de baixo de Emerson Niederauer, mas os que têm grande influência sobre o peso nas músicas são os guitarristas, no meu ponto de vista.

Aqui fica nítido que o thrash metal alemão influencia muito na pegada de boa parte das músicas da JAILOR, ou seja, aquele thrashão veloz. Apesar de que aqui no Brasil também já temos um bom número de bandas que investem nessa linha e estão fazendo bem feito, fica aqui um bom exemplo.

O álbum começa com uma intro, mas vamos pular logo pra "Human Unbeing" que é, de fato, a primeira música do disco. E que música, com agressividade, ótimos riffs, ótimas levadas de batera e oscilações de vozes. A terceira, "Stats of Tragedy", segue na mesma linha de som veloz e agressiva, com uma quebrada cadenciada no meio pra amenizar a violência. Interessante que outras músicas como "Throne of Devil", "Merciless Punishiment", "The Need of Perpetual Conflict...” dentre outras, tem justamente o processo inverso, pois começam mais cadenciadas e no meio descem a marreta. A faixa, em minha opinião, mais agressiva é "Ephemeral Property", com menos pegada 'D Beat ', algo muito usado ao longo do álbum, mas que aqui Jefferson usou bem menos.

Pra finalizar, o encarte ficou muito bem elaborado, a cargo de Anderson L.A. da natureza morta.

(por Hugo Veikon)

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