Bandas: INNER DEMONS RISE 

Categoria: Death Metal

Ano: 2016

 

Quase oito anos após o lançamento do EP Drachenorden, eis que o Inner Demons Rise nos apresenta um título em forma de oração: ‘In The Name of The Father, and of The Son And Violence’. Aqui temos um full muito acima da média tanto em termos de composições, de gravação, mixagem e masterização (estes dois últimos a cargo de Fabiano Penna, guitarrista do Rebaelliun). Em relação ao trabalho anterior posso dizer que esse além de ter um som muito cristalino e encorpado em todos os instrumentos tem uma violência absurda em quase todas as faixas.

A primeira delas, "In The Name of... Violence" até que começa mais cadenciada, lembrando os canadenses do Quo Vadis em alguns momentos com a batera de Davi Souza mais técnica que veloz, mas é Alcides Burn chegar com o vocal monstro que paira um clima sueco no som dos caras, ficando isso mais evidente nos duelos das guitarras de Alejandro "Tite" Flores e Miguel Dantione. Em "Beneath The Suffering" eles invertem a ordem e ela já começa  violenta e muda durante o solo. O baixo de Jairo Neto se apresenta muito encorpado e é possível se notar muitos arranjos do mesmo graças à produção, que deixa tudo muito claro ao ouvinte.

O cd segue com  "I See Evil", que é uma das faixas mais diferenciadas do trabalho, pois injeta doses cavalares de thrash metal e conta com a participação de Wilfred Gadelha do Will2Kill dividindo as vozes com Alcides. Já "Men's Justice" eu posso dizer que é um Entombed com blast beats e refrão marcante.

Outra faixa bem diferente das demais é "Black Future", música originalmente da Subnarcose, banda da qual Alcides fez parte nos anos 90. Nela você escuta aquele clima mais puxado pra o que o Napalm Death fazia entre 1989 e 1992

Uma surpresa para mim foi "A Hymn to Chaos", que é instrumental e explora muitas vertentes. Há momentos nela que notam-se influências do Chakal, mas também do Decomposed God.

A única letra em português é "Libertando os Demônios Internos", que foi escrita pelo desenhista Guga Buckhart em um poema muito direto. A estrutura da música aflora muito a parte técnica dos músicos, sem usar tanto da velocidade. Em "Dogs of God" aquela linha death metal americano se faz presente e lembra bastante trabalhos do Vital Remains.

O álbum finaliza com  "MEV-1", cujo título até soa esquisito e até pode induzir a pensarmos que seja uma música experimental, mas é uma das mais técnicas e porrada do álbum.

Brothers, parabéns a todos os envolvidos por todas as composições e execuções. Em minha opinião, já tá na lista dos melhores do ano.

Cheers!!!!!

(por Léo Quipapá)

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