Banda: INFECTOS

Categoria: Death Metal

Ano: 2015

Mais uma vez a banda INFECTOS dá as caras aqui nas linhas do Arena Metal. Na primeira semana de 2015 eles soltaram o EP “Feridas Esculpidas Pela Minha Catarse”, que tinha duas músicas e vídeos, mostrando o que eles fazem em estúdio e ao vivo. Estou apenas situando você para ter apenas um pouco de conhecimento que esta banda é de fato atuante e de competência.

Mas vamos por partes, igual Jack, do jeito que a banda gosta. Beirando o final de 2015 eles finalmente soltaram o álbum completo, com uma produção totalmente independente, que recebeu o título de “Mente Doentia”.

Indiscutível é o fato que houve vários avanços e detalhes ao qual eles se preocuparam. Um deles é a exposição das letras, que mostram ‘mini-contos’ psicopáticos. Outro detalhe foi o ganho que eles deram na mixagem das músicas pois você consegue perceber isso se comparar a faixa que dá sequência a intro tortuosa, estou falando de “Feridas Esculpidas Pela Minha Catarse” que veio do EP digital (2015). Esse ganho também é possível ser notado em “Decadência Humana” (oitava faixa neste atual álbum) e na terceira faixa, “Delírio de Negação”, que foram recicladas de seu debut. Agora elas têm mais definição e velocidade.

“Genocídio” tem uma pegada interessante, pois quando as guitarras (lideradas por Bruno Rodrigues e Luana Rodrigues) estão travadas, a bateria vai no blast beat. Sem falar da exploração do ‘pig vocal’ de Djalma Américo. Mas sem dúvida umas das melhores faixas deste material é a faixa “Ed. O Conturbado”, pois a música é bem construída e eles conseguiram fazer algo que a arte da música tem como peculiaridade, que é deixar a melodia impregnada no juízo. Confesso já ter escutado essa música ao vivo e esta chama atenção, de fato.

Fica evidente que histórias psíquicas de terror pavimentam os caminhos líricos da INFECTOS, alguns nitidamente verídicos outros imaginários e que nesses caminhos eles já conseguem andar firme, sabendo sobressair das dificuldades que aparecem.

Download do EP - Resenha Demo

(por Hugo Veikon)

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